08 de julho de 2026
Geral

Projeto escolar vai à final de concurso

JCNET
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Caixas de papelão, palitos de churrasco e de sorvete, algodão, cola, lápis e tecido. Todos esses itens ganham novas funções quando são misturados pela criatividade e pela imaginação das crianças. Na Escola Estadual Carlos Chagas, na Vila São Paulo, estudantes de 11 anos reuniram tudo isso para recriar a fábula infantil "João e o Pé de Feijão", em um projeto interdisciplinar entre as matérias de artes e língua portuguesa. O trabalho de 80 estudantes está, agora, na semifinal do 20º Prêmio Arte na Escola Cidadã.

A ideia surgiu da professora de artes Gislene Victória que, ao se deparar com o tema tridimensionalidade, buscou ampliar os horizontes das crianças do 6º ano. "Só falar sobre essa ideia é muito vago e difícil para entender. Pensei em uma forma das crianças absorverem melhor esse conceito, que envolve relevo e profundidade", explica ela. Para isso, a ideia foi construir um espaço cênico em forma de maquete que auxiliasse a contar a fábula do menino, que troca uma vaca por alguns grãos de feijão.

Para a professora de português, Cristiane Nascimento, o projeto foi importante também para ampliar a capacidade de cada crianças em elaborar uma história com tempo verbal e narrativa definidos. "Na reescrita do conto, trabalhamos a construção de sequências narrativas e o encadeamento dos fatos. Formamos juntos, assim, o enredo da história do João", diz Cristiane. De acordo com ela, o fato das crianças poderem construir os cenários ajudou muito na hora de escreverem.

MÃOS À OBRA

Durante um bimestre, nas aulas de arte, os alunos aprenderam sobre elementos cênicos. Na de português, recriaram o conto. Em casa, com a ajuda da família, construíram o cenário. Para a pequena Melissa Arantes, o trabalho foi bem rápido. O algodão no teto da maquete eram as nuvens. No plano de baixo, ela criou em cenário quase real. "Não quis pintar muito. Achei que colar a grama e a terra ficaria legal", conta a menina de 11 anos.

Com a maquete em mãos, a pequena Beatriz da Silva quase se esconde atrás da sua construção. Ela optou por recortar tecidos e colar brinquedos para dar mais realidade. "Em casa, fizemos a cama do João com uma caixa de remédio. Eu recortei um tecido para fazer uma cobertinha. Os outros móveis são palitos de churrasco e brinquedos. Apendemos muito!", conclui Beatriz.