09 de julho de 2026
Nacional

Governo quer ampliar educação a distância no ensino superior

FolhaPress
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Brasília - O governo Jair Bolsonaro (PSL) vai apostar na expansão do ensino a distância no sistema federal de ensino superior. O plano, ainda em desenvolvimento, ocorre em meio ao bloqueio de verbas que preocupa reitores.

Segundo o ministro da Educação, Abraham Weintraub, o governo prepara um modelo de universidade federal e institutos federais digitais. Avaliações do próprio governo federal mostram que cursos a distância têm menor qualidade na comparação com os presenciais.

O ministro falou sobre o assunto durante entrevista em Brasília para anunciar o repasse de recursos para instalação de internet em escolas rurais de educação básica. De acordo com Weintraub, a plataforma vai prever módulos para que os alunos, sobretudo de áreas distantes dos grandes centros, possam seguir os cursos que desejam.

O ministro não deu detalhes se haverá novas instituições para oferta dos cursos ou se a expansão ficará a cargo das universidades e institutos.

Weintraub ressaltou que o modelo pode ampliar a oferta de carreiras em regiões afastadas, embora tenha exemplificado a inviabilidade para cursos como de piloto de avião. O ministro chegou a comentar que o assunto da entrevista coletiva, de conectividade nas escolas, era mais importante do que as queimadas que ocorrem em florestas na região amazônica e que se tornaram uma crise internacional. Ele minimizou a situação e atribuiu a repercussão a uma suposta atuação de ONGs.

"Hoje estamos falando de algo mais importante, que é a forma de mudar nossa forma de educar nossos jovens nas próximas gerações, que é a distância, via internet, de forma mais eficiente", disse ele.

Na última avaliação federal com alunos concluintes do ensino superior, o Enade de 2017, 6,1% dos cursos presenciais tiveram conceito máximo; no ensino a distância, o percentual foi de 2,4%.