09 de julho de 2026
Nacional

Fogo: governadores pedem providências

Estadão Conteúdo
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Brasília - O ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, afirmou neste sábado (24) que o governo deve liberar até R$ 28 milhões como medida emergencial para apoio ao combate às queimadas na região amazônica. Em coletiva de imprensa na manhã deste sábado (24), Silva e o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, confirmaram que quatro Estados - Rondônia, Roraima, Tocantins e Pará - até agora já formalizaram a atuação das Forças Armadas por meio da Garantia da Lei e da Ordem (GLO) decretada nesta sexta-feira (23), pelo presidente Jair Bolsonaro.

Azevedo e Silva explicou que, do quadro de 44 mil homens das Forças Armadas atualmente na Região Norte, a quantidade que vai atuar dependerá da demanda de cada Estado. O ministro explicou que, inicialmente, 700 homens que já atuavam em Rondônia empregados no Estado. O principal reforço de outras regiões do País é o de aviões e helicópteros, que poderão ser utilizados em diversas áreas na Amazônia Legal.

"O efetivo é por demanda. Qual é a missão, e a delimitação da área? Então, a nossa missão é usar o efetivo mais próximo", afirmou Azevedo e Silva.

O emprego da GLO será para ações preventivas e repressivas contra ilícitos ambientais e levantamento e combate a focos do incêndio. Além dos quatro Estados, Mato Grosso e Acre já estão em contato com o governo para aderir à GLO, segundo Azevedo e Silva. "É importante a adesão dos governos estaduais porque se não ficaremos restritos às áreas federais e reservas indígenas. Temos certeza que todos assinarão."

Tanto o ministro da Defesa quanto o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, afirmaram que a reação do governo federal foi rápida diante das notícias de aumento nos focos de incêndio.

Segundo Salles, o problema que deu ensejo para utilização da GLO e toda essa estrutura começou há 20 ou 30 dias. "Não há demora. O governo precisa montar ações e uma resposta de acordo com as necessidades. A resposta está sendo estruturada e acredito que vai ser bastante frutífera", disse.

O ministro do Meio Ambiente disse também que a estrutura do governo para contenção de incêndio, por parte do ICMBio e do Ibama, já estava disponível desde antes, tanto de aeronaves como de brigadistas. "Semana passada na Chapada de Guimarães foram 90 brigadistas, 20 bombeiros, aeronave, tudo isso já estava disponível. O que houve agora foi a GLO. Foi absolutamente correta a resposta do governo", disse.

O emprego da GLO para questões ambientais é inédito e demonstra o compromisso do governo Bolsonaro, afirmou o ministro da Defesa. "A agilidade do governo faz que já tenhamos gente lá. Já estamos com uma série de ações sendo feitas pelos órgãos competentes. E as Forças Armadas não são o órgão competente nisso aí, são no momento de emergência aproveitando a capilaridade nossa", disse.