São Paulo - A privatização da Petrobras com o tamanho como a estatal se encontra atualmente seria uma "tragédia", na avaliação do vice-presidente da Fiesp, Carlos Cavalcanti, que defende uma discussão mais aprofundada sobre o modelo de venda da petroleira brasileira. "
"Privatizar produção e exploração, não tenho problema, desde que não esteja atuando em mais nada, em nenhum elo da cadeia", disse o dirigente, durante evento promovido pela federação paulista de indústrias para discutir as medidas para promoção da concorrência nos combustíveis e no gás natural.
Ainda assim, ele elogiou a decisão do governo Jair Bolsonaro de falar sobre a possibilidade de venda da Petrobras e disse que esta seria uma tese defendida "há décadas" pela Fiesp, mas criticou a falta de "reflexão sobre o mercado de combustíveis que queremos". Na sua visão, a Petrobras tem realizado até agora desinvestimentos em diversas atividades, como transporte e distribuição de gás e refino de petróleo por necessidade de caixa. "É preciso fazer definições politicas", disse.