Rio de Janeiro - O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, visitou na tarde desta segunda-feira, 26, a superintendência da Polícia Federal no Rio de Janeiro. O posto foi pivô da crise entre Bolsonaro e a corporação - o presidente pediu, há duas semanas, a saída do delegado Ricardo Saadi da chefia da PF no Estado. O motivo da visita não foi informado.
Pela manhã, o ministro foi ao Arquivo Nacional, no centro da cidade. O ministro deixou o prédio histórico do Arquivo por volta de 12h. Ele não falou com a imprensa em nenhum dos compromissos.
Moro chegou cercado de forte aparato policial, composto por quatro carros e 12 policiais militares em motos, e foi recebido pela diretoria do Arquivo e jornalistas. Sorridente ao chegar, fechou a cara ao ser perguntado sobre as manifestações ocorridas no domingo em todo o País contra o projeto de lei que limita o abuso de autoridade, considerado pelos manifestantes uma resposta à Operação Lava Jato. Perguntado pela reportagem se falaria sobre as manifestações, Moro se limitou a dizer que não daria declarações à imprensa.
SEM JORNALISTAS
O ministro percorreu vários prédios do órgão onde está o acervo, o cofre com documentos digitalizados, a sala de consultas frequentada pelos pesquisadores e o Salão Nobre, onde foram expostos os documentos mais raros.
Ao chegar à superintendência da Polícia Federal, passou cerca de 1 hora dentro da sede do órgão. Ao descer sorridente do prédio, cumprimentou agentes e entrou no carro que o aguardava no estacionamento. Saiu sem falar com a imprensa.
A ida de Moro ao Rio se deu num contexto de declarações de Bolsonaro que parecem "fritar" o ministro. No último fim de semana, por exemplo, o presidente respondeu a um comentário em sua página no Facebook dizendo que Moro, então juiz federal, não estava com ele durante a campanha do ano passado. O responsável pelo comentário pedia que Bolsonaro "cuidasse bem" do ministro.