09 de julho de 2026
Geral

Galinha na cidade gera 41 notificações

Cinthia Milanez
| Tempo de leitura: 2 min

Usadas para caçar escorpiões, servir de alimento ou, até mesmo, como pets, muitas galinhas vivem na área urbana de Bauru. Porém, uma lei municipal proíbe toda e qualquer criação de animais de produção dentro da cidade. No caso da ave, o seu sangue é o alimento predileto do mosquito transmissor da leishmaniose, que acomete cães e seres humanos, ou seja, um problema de saúde pública. Logo, do início do ano para cá, o município efetuou 41 autos de infração e quatro deles resultaram em multa, cujo valor varia de R$ 163,00 a R$ 6 mil, dependendo do risco sanitário.

De acordo com a chefe da Seção de Controle de Zoonoses, a médica veterinária Valéria Medina Camprigher, as fiscalizações são feitas pela própria Divisão de Vigilância Ambiental, a partir de denúncias da população.

Se o risco sanitário for alto, a verificação se dá no dia seguinte à reclamação. Então, o cidadão tem de 15 a 20 dias para se regularizar ou ingressar com recurso.

Caso a defesa seja indeferida ou a pessoa não tenha se adequado dentro do prazo, o fiscal volta ao endereço e aplica a multa. O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) não recolhe as aves.

Ainda segundo Valéria, a maioria consegue se regularizar, fato que explica a quantidade de multas ser bem menor do que a de notificações. De acordo com ela, também não existe um bairro ou região da cidade com maior incidência de galinhas.

Já as criações de porcos em ambiente urbano são mais comuns em áreas periféricas, como o Ferradura Mirim e o Parque Jaraguá. Contudo, desde o início do ano, o município não emitiu qualquer notificação envolvendo este tipo de animal.

MORTE POR LEISHMANIOSE

A médica veterinária explica que o sangue das aves é o alimento predileto do mosquito transmissor da leishmaniose. Ele também se reproduz sob matéria orgânica em decomposição (cama de galinha).

A doença tem controle, mas não cura. "No caso dos cães, o Ministério da Saúde ainda recomenda a eutanásia, porém, não proíbe o tratamento, desde que seja feito com medicamentos veterinários", acrescenta.

Conforme informações da assessoria de comunicação da Prefeitura de Bauru, em 2018 inteiro, o município registrou cinco casos de leishmaniose em humanos, sendo dois óbitos. Já neste ano, até o momento, foram contabilizadas quatro ocorrências e uma morte.

SERVIÇO

Para denunciar criações de animais de produção em área urbana, basta ir até o Poupatempo, que fica na rua Inconfidência, 4-50, na região central de Bauru, ou enviar e-mail para o zoonoses@bauru.sp.gov.br. Outras informações: (14) 3103-8050.