10 de julho de 2026
Nacional

Corpo do ex-governador Alberto Goldman é enterrado em S. Paulo

Estadão Conteúdo
| Tempo de leitura: 1 min

São Paulo - O corpo do ex-governador de São Paulo Alberto Goldman (PSDB) foi sepultado às 16h, desta segunda-feira (2) no Cemitério Israelita do Butantã, em São Paulo. Antes do sepultamento, Flávio, um dos cinco filhos do ex-governador, disse que Goldman demonstrava indignação com os retrocessos políticos no Brasil até os últimos dias de vida. Ele tinha 81 anos e estava internado no hospital Sírio-Libanês, onde passou por cirurgia em função de uma hemorragia no cérebro, mas não resistiu.

"Ele se indignava e se revoltava inclusive com a situação trágica de retrocessos que vivemos hoje no Brasil", disse Flávio ao se despedir do pai. 

O corpo estava cercado por amigos e parentes. O senador José Serra (PSDB-SP), os ex-vereadores Andrea Matarazzo (PSD), Nabil Bondouki (PT) e o vereador José Rolim (PSDB) eram alguns dos políticos presentes.

Velório

Mais cedo, o velório reuniu lideranças políticas de diversos partidos na Assembleia Legislativa de São Paulo, como o ex-presidente FHC. A grande ausência foi o governador João Doria, desafeto do tucano. O atual governador paulista decretou luto de três dias e ofereceu o Palácio dos Bandeirantes para a família velar o corpo. Os familiares, porém, optaram pela Assembleia.

Presente ao velório, ex-governador Geraldo Alckmin exaltou o papel de Goldman como referência para os tucanos: "Ele é uma bela luz para orientar os novos tempos do PSDB. Sempre foi muito coerente, com uma linha só: olhar para social e a defesa da democracia".