08 de julho de 2026
Geral

Falta d'água vai parar no MP

RAFAEL DE PAULA
| Tempo de leitura: 2 min

Na hora do banho, não tem água no chuveiro. Na hora de fazer o almoço ou coar um café, a torneira está seca. Esse é o dilema que enfrenta quem mora na região do Jardim Tangarás, em Bauru. A regra no bairro é não ter água em grande parte do dia, de acordo com os moradores. O fornecimento retornaria somente à noite, já perto da virada para o dia seguinte. O problema virou denúncia no Ministério Público (MP) Estadual na manhã desta quarta-feira (4).

O denunciante Matias Muniz diz que o DAE vem falhando constantemente com a obrigação de fornecer água nas residências daquela região. "Esse situação de falta de água ocorre há, pelo menos, dois anos. Queremos, agora, que o Ministério Público investigue essa situação para encontrar o motivo dessa ocorrência. As pessoas estão sem tomar banho!", diz Muniz.

A denúncia do morador é baseada no Código de Defesa de Consumidor, que prevê que o serviço das autarquias, como é o caso do DAE, seja adequado, eficiente e contínuo. "Não é o que está ocorrendo", reforça.

O pedido de abertura de inquérito para apurar o problema foi encaminhado à Promotoria de Justiça do Consumidor, sob os cuidados do promotor Libório Alves Antonio do Nascimento. O documento, que acompanha um abaixo-assinado, também pede a análise de possível indenização aos moradores afetados.

ÁGUA SUJA

Nesta terça-feira (4), a água na torneira da dona de casa Marli Bueno, moradora do Tangarás, chegou perto da meia-noite. Além de atrasado, o líquido veio com um tom cinzento para a residência onde moram cinco pessoas há quatro meses. Segundo ela, já começa a faltar água na torneira logo cedo.

"Água? Só à noite! Espero a água chegar para poder fazer o jantar aqui em casa. Quando ela vem, eu até encho umas garrafas para passar o dia, mas não consegui pegar da última vez. A água estava muito suja. Isso não é normal de uma água", lamenta Marli.

RECLAMAÇÕES

Segundo Muniz, a reclamação de moradores é constante para o serviço de atendimento da autarquia. "Todos ligam no DAE. Eu já liguei e mandei documentos. A autarquia sempre diz que está em análise. Mas, nunca sai dessa, não se define nada. Não temos respostas e, enquanto isso, falta água".

O mesmo problema de fornecimento ocorre, segundo Muniz, em outros bairros da região.