O roubo a uma agência bancária no Centro de Bauru, acompanhado de explosões e intensa troca de tiros que assustaram os moradores da cidade, completou um ano nesta quinta-feira (5), com três homens identificados. Eles já respondem a processos criminais na Justiça.
Os dois primeiros foram capturados no mesmo dia do assalto, na cidade de Rio Claro, e foram denunciados pelo Ministério Público Federal (MPF) no final de setembro de 2018. Conforme o JC divulgou, na casa em que eles estavam, foram encontrados R$ 45 mil, além de explosivos e munições.
Imagens de câmeras de segurança também revelaram que veículos utilizados no assalto estiveram na residência dos denunciados dias antes do crime. Porém, em razão do tempo prolongado das investigações e da necessidade de produção de novas provas, os dois réus, agora, respondem ao processo em liberdade.
TERCEIRO SUSPEITO
Foi também por meio de imagens de câmeras de monitoramento que o terceiro integrante da quadrilha foi identificado. Segundo o procurador da República Pedro Antônio de Oliveira Machado, o homem foi filmado na imobiliária em que fez a locação do galpão utilizado como garagem dos veículos usados pelos criminosos no dia do ataque.
"Esta pessoa, depois do assalto frustrado, contatou a imobiliária e proferiu ameaças. Depois disso, as imagens do dia em que ele esteve no estabelecimento foram recuperadas e foi possível identificá-lo", detalha o procurador. A identidade do homem não foi divulgada, já que ele ainda é procurado pela polícia.
Denunciado há cerca de dois meses, o réu responde por participação em organização criminosa. Já os dois primeiros são acusados de integrar organização criminosa, de roubo qualificado, uso de explosivos, porte de armas de fogo (fuzis AK-47) e munições de uso restrito, além de dano à agência bancária, viaturas policiais e carros particulares.
R$ 3,7 MILHÕES
Segundo Machado, as investigações prosseguem para tentar identificar e localizar os demais integrantes do grupo, formado por ao menos 20 homens, considerando apenas os criminosos que vieram a Bauru. Ao todo, a quadrilha roubou aproximadamente R$ 3,7 milhões de um cofre da Caixa Econômica Federal, além de pedras preciosas.
Quase tudo foi recuperado dentro de carros de luxo que foram abandonados pelo grupo em Bauru e na região. Também foram apreendidos coletes balísticos, rádios comunicadores, carregadores e munições.