Brasília - O Congresso Nacional reagiu com cautela aos vetos do presidente Jair Bolsonaro ao projeto de lei sobre abuso de autoridade.
Ao lembrar que a palavra final sobre os temas vetados caberá ao Congresso, o líder do Solidariedade na Câmara, Augusto Coutinho (PE), ressaltou que os parlamentares terão de lidar, também, com o custo político da decisão que tomarem.
"O presidente exerceu a prerrogativa que tinha, do veto, mas é importante lembrar que a palavra final é do Congresso Nacional. Essa é uma matéria polêmica, que suscita muitos interesses de corporações que se envolveram na questão. E o ônus que terá, ficará por ordem e responsabilidade do Congresso", disse o deputado.
Coutinho defendeu que os vetos sejam detalhadamente analisados, sem "revanchismo"ou "enfrentamento entre os Poderes".
"Estão fazendo um cavalo de batalha em uma coisa que é natural", disse Alcolumbre, ao ser questionado se o número de vetos trazia um desgaste na relação entre o Executivo e o Legislativo. Os 19 vetos incluem artigos inteiros, parágrafos e incisos que, somados, alcançam 36 itens.