11 de julho de 2026
Política

ETE: prazo para término fica incerto

Thiago Navarro
| Tempo de leitura: 3 min

Apesar da intenção do atual governo em concluir as obras da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Vargem Limpa até o final do ano que vem, esta possibilidade é cada vez mais remota. Em audiência pública na Câmara Municipal nesta terça-feira (10), chamada pelo vereador Manoel Losila (PDT), presidente da Comissão de Obras, ficou evidente o descompasso entre o município, através de Secretaria de Obras e DAE, e as empresas COM Engenharia, que faz a construção, e a Arcadis, que fez o projeto.

Apesar de toda a dificuldade, o presidente do DAE, Eliseu Areco Neto, acredita que é possível entregar a obra até o final de 2020. Ele disse que o principal entrave eram as estacas do tanque de aeração, que foram liberadas para a retomada dos trabalhos, após avaliação do engenheiro Luciano Decourt, um dos profissionais mais gabaritados do País nesse assunto.

A COM Engenharia esteve presente em uma audiência da Câmara pela primeira vez, com o gerente de contratos, Maickel Ribeiro Machado. Segundo ele, a maior dificuldade para a empresa é a falta de definições de projetos, com 380 pendências. Estas dependerão da contratação de uma empresa para fazer o Acompanhamento Técnico de Obra (ATO), situação que o DAE ainda precisa resolver. Já para a retomada da construção das estacas, a COM recebeu prazo de 20 dias para mobilizar equipes.

O vereador Coronel Meira (PSB) perguntou a ele a respeito da capacidade financeira da empresa, que em seu entendimento pode não ter fôlego para uma obra desse porte. Machado mostrou algumas construções feitas pela COM e afirmou que a empresa tem giro de caixa suficiente para dar conta da obra.

O cronograma estima que são necessários mais 18 meses para concluir a obra, mas o prazo ainda nem começou a ser contato, pois depende da conclusão de projetos. Com isso, não foi dada uma resposta de quando a ETE deve estar pronta, apesar da prefeitura afirmar que pretende acabar no ano que vem.

PROJETOS

O secretário de Obras, Sidnei Rodrigues, afirmou que a ETE nunca teve de fato um ATO, o que comprometeu a sequência a partir de 2017. A construção começou em 2015, mas desde a metade do ano passado as frentes de trabalho foram drasticamente reduzidas, e apenas 30 funcionários seguem no canteiro de obras. A Arcadis voltou a dar respaldo para a prefeitura, com o planejamento geral da obra, mas os projetos específicos serão elaborados pela empresa que fizer a ATO. O DAE trabalho com três possibilidades para esta contratação.

Uma é através da Caixa Econômica Federal, gestora do contrato entre a União e o município para a liberação de verba. Outra é através de licitação, e por fim, a autarquia também estuda a contratação de uma fundação pública. A definição deve ocorrer até o mês que vem.

As obras civis, com um custo total de R$ 86,1 milhões, estão com 72% de conclusão. Já os equipamentos, com um custo de R$ 54,6 milhões, estão em 30,5% de instalação, pois boa parte ainda vai chegar, uma vez que são produzidos fora do País. As indefinições para a conclusão da obra foram bastante questionadas pelos vereadores Coronel Meira (PSB), Telma Gobbi (SD), Manoel Losila (PDT) e José Roberto Segalla (DEM). Todos eles pediram a posição do município sobre o prazo de conclusão.