09 de julho de 2026
Nacional

Queimadas crescem 334% no Pantanal de janeiro até agora

Estadão Conteúdo
| Tempo de leitura: 1 min

Campo Grande - Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) apontam que o número de incêndios no Pantanal de 1º de janeiro a 11 de setembro deste ano cresceu 334% em relação ao mesmo período de 2018 - de 1.039 para 4.515. Os focos fizeram os dois Estados que abrigam o bioma, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, decretarem emergência.

O Mato Grosso do Sul decretou nesta sexta-feira, dia 12 e o Mato Grosso já havia tomado a decisão na véspera, quarta, dia 11.

Considerando o aumento porcentual de queimadas, a alta observada no Pantanal é maior do que a da Amazônia. Em agosto, o número de focos na bioma Amazônia foi 196% maior do que no ano passado. De 1º de janeiro a 11 de setembro, o número de focos na região foi de 55.131, alta de 43% em relação ao mesmo período do ano passado. Em apenas 11 dias, o número de focos de queimadas no Pantanal já supera em 72% o registrado em todo o mês de setembro do ano passado. Até esta quarta-feira, o Programa Queimadas, do Inpe, relatou 1.350 focos na região, ante 785 em setembro inteiro do ano passado.

O fogo atinge o Mato Grosso do Sul como um todo: o número de incêndios no ano mais que triplicou este ano, subindo de 1.902 para 6.301. Até esta quinta-feira, o fogo havia consumido 1 milhão de hectares, segundo estimativa do Ibama.

O decreto, assinado pelo governador Reinaldo Azambuja (PSDB), foi publicado no Diário Oficial e visa a garantir recursos e apoio do governo federal para o combate às chamas que avançam sem controle por áreas rurais de Aquidauana, Anastácio, Dois Irmãos do Buriti, Corumbá, Ladário, Bonito, Miranda, Porto Murtinho e Bodoquena.