O presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, admitiu nesta sexta-feira (13) atraso de dois meses no pagamento de parcelas do financiamento com a Caixa Econômica Federal, mas se mostrou indignado com a atitude do banco de notificar o clube sobre a execução da dívida referente à arena de Itaquera.
Ele garantiu não haver o risco de perder o estádio. "O torcedor corintiano pode ficar tranquilo. Não vão tomar nada, não estamos deixando de pagar", disse. Por meio de nota, a Caixa informou também que ajuizou, em 22 de agosto de 2019, a execução do clube por causa de inadimplência contratual. O processo tramita na 24ª Vara Federal Cível de São Paulo. "A Caixa informa que está disposta à conciliação."
A turbulência entre Corinthians e banco ficou mais forte na quinta-feira (12), quando a Caixa fez a notificação extrajudicial da execução da dívida. Nesta sexta, Andrés informou que, pelas contas do clube, o valor é de R$ 470 milhões. A instituição financeira calcula que ainda faltam ser pagos R$ 520 milhões.
O presidente não deu detalhes sobre o que pode acontecer caso a dívida seja executada. "Fomos pegos de surpresa e estamos indignados com o que aconteceu. Vamos responder a notificação na semana que vem. Juridicamente vocês (jornalistas) vão saber o que será respondido."
Sanchez voltou a dizer que havia "verbalizado" novo acordo com a Caixa para pagamento do estádio. Por esse acerto, o Corinthians pagaria parcelas de R$ 5,7 milhões durante oito meses do ano, de março a outubro, e nos outros quatro, por ter menos jogos, desembolsaria menos, R$ 2,5 milhões. "Estávamos cumprindo isso. O Corinthians deve e vai pagar. Mas tem que chamar a Caixa. Vamos responder juridicamente", comentou.