09 de julho de 2026
Política

Estudo de resíduos não depende de lei

Thiago Navarro
| Tempo de leitura: 2 min

A Prefeitura de Bauru e a Caixa Econômica Federal (CEF) apresentaram na manhã desta segunda-feira (17) resultados do estudo preliminar e a continuidade do projeto de concessão ou Parceria Público Privada (PPP) dos resíduos sólidos (entulho e lixo). Na semana passada, conforme o JC antecipou, o prefeito Clodoaldo Gazzetta (PSD) encaminhou um projeto de lei para a Câmara Municipal pedindo autorização para a concessão. A aprovação, contudo, só deverá ocorrer após a conclusão da segunda fase do estudo, prevista para o final de outubro ou início de novembro.

O gerente de clientes e negócios da Caixa, André Oliveira de Araújo, participou do encontro e destacou que o banco não coloca a aprovação da lei como condição para a sequência do estudo. Tanto que os vereadores presentes já se posicionaram a favor de esperar o resultado desta etapa para votar a proposta, já com um embasamento de dados. O vereador Coronel Meira (PSB), que fez diversos questionamentos, entende como superficial o projeto apresentado, carecendo ainda de mais pontos para uma melhor avaliação da Câmara antes de eventual aprovação.

PROPOSTAS

O município de Bauru foi um dos cinco selecionados pela Caixa para o projeto e contratou um consórcio para a realização do estudo. Na reunião, falaram pelo consórcio Marta Calemi e Vanessa Souza Rosa. Elas destacaram que o estudo preliminar já demonstrou a viabilidade de uma concessão, mas o modelo ainda será definido.

Esta modelagem é o que está em estudo na segunda fase. Além de definir se o mais viável é uma concessão comum ou uma PPP, foram colocados três possibilidades de tecnologia, com variação do investimento necessário e do retorno. O montante a ser investido ainda não está definido, porém, a previsão é de um contrato de 20 anos. O estudo é voltado apenas ao lixo doméstico, sem considerar os resíduos da construção civil.

No primeiro modelo, de composição aeróbia, será possível reverter 10% do lixo produzido atualmente. No segundo, é possível chegar a 17%, através do mesmo sistema com a inclusão de triagem semimecanizada e, por fim, o terceiro é com a compostagem anaeróbia e triagem mecanizada, onde é possível reaproveitar 33% do lixo orgânico. A empresa vencedora deverá ainda potencializar as ações de conscientização ambiental para a separação do material reciclável.

NOVO ATERRO

Em todos os casos, está prevista a construção de um novo aterro sanitário, ao lado do antigo aterro municipal de Bauru, para a destinação dos rejeitos que não forem aproveitados. O prazo para a conclusão das obras seria de até quatro anos, período em que o lixo continuaria sendo direcionado ao aterro privado de Piratininga.

Participaram o prefeito Clodoaldo Gazzetta (PSD), o vice-Toninho Gimenez (PTB), a chefe de Gabinete, Majô Jandreice, e os vereadores Markinho Souza (PP), Carlão do Gás (MDB), Carlinhos do PS (PV), Miltinho Sardin (PTB) e Coronel Meira (PSB).