08 de julho de 2026
Geral

Simulador: preço da CNH pode não cair

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 2 min

O fim da exigência de aulas com simuladores nas autoescolas e a redução da carga horária para obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) não garantem, necessariamente, que o custo para conseguir o documento ficará menor. Em Bauru, algumas empresas já diminuíram valores, enquanto outras, ao menos por enquanto, não planejam alterar suas tabelas.

As novas regras do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) entraram em vigor nesta segunda-feira (16). As principais alterações são o fim da obrigatoriedade de aulas com simulador para a condução de veículos de quatro rodas (categoria B), que eram exigidas desde 2014.

Nesta modalidade, a carga horária foi reduzida de 25 para 20 aulas. Antes, o aluno precisava fazer ao menos cinco aulas, até o limite de oito, em simulador. Agora, ele pode fazer até cinco aulas no equipamento, que serão abatidas do total de aulas obrigatórias. Porém, se preferir, pode optar por fazer as 20 aulas práticas na rua.

Além disso, a carga horária das aulas noturnas, tanto para moto quanto para carro, caiu de cinco para apenas uma. O número de aulas obrigatórias para moto não muda: continua sendo 20.

Com as mudanças, o custo para o aluno já está mais barato na autoescola comandada por Silas Correia Mello. Para obtenção da CNH de carro, o preço caiu de R$ 1,4 mil para R$ 1,2 mil e, para carro e moto, de R$ 1,8 mil para R$ 1,6 mil.

"Antecipando a redução da carga horária pelo Contran, já diminuímos os valores desde o início do mês. E vamos manter o simulador, que ajuda muito a preparar os alunos para as aulas práticas", comenta.

SEM AJUSTE

Em outra autoescola, contudo, os custos não irão mudar. Segundo o proprietário Pablo Vinicius da Silva, o estabelecimento passou os últimos quatro anos sem reajustar preços, em razão da crise econômica brasileira, e não terá como baixar valores neste momento.

"O salário dos instrutores, combustível, manutenção dos veículos: tudo aumentou de preço. Como não repassamos estas altas para os alunos, vamos manter os valores que já vínhamos praticando", acrescenta. A cobrança seguirá em R$ 1,7 mil para carro e moto e R$ 1,4 mil para carro.

Na autoescola gerida por Jéssica Leal, a situação é a mesma. De acordo com ela, a diretoria do estabelecimento ainda irá avaliar o impacto da mudanças nas regras para, no futuro, considerar um eventual ajuste de preços, atualmente em R$ 1,6 mil para habilitação de carro e moto e R$ 1,3 mil para carro.

"A carga horária diminuiu, mas não sabemos se, com o simulador sendo facultativo, um maior número de alunos vai preferir fazer aulas só no carro. Antes, eles podiam fazer 17 aulas na rua e, agora, podem começar a optar pelas 20 aulas. E isso aumentaria o custo operacional da autoescola, para pagar instrutor, combustível e a manutenção do veículo", detalha.