Cidade do México - Às vésperas do aniversário de cinco anos uma decisão judicial tornou a comover o país os familiares dos 43 estudantes desaparecidos no sul do México. Foram libertados 24 suspeitos de envolvimento no crime, ante a justificativa de que eles haviam sido submetidos a tortura enquanto estavam sob custódia.
O número soma-se a 53 outros suspeitos que já tiveram liberdade concedida pelo mesmo juiz, somando um total de 77 pessoas em liberdade.
Na noite de 26 de setembro de 2014, a polícia municipal da cidade de Iguala, no estado de Guerrero (sudoeste), desviou os ônibus em que viajavam estudantes da Escola Normal Rural de Ayotzinapa (vilarejo a 200 km dali). Nove pessoas morreram no local após um tiroteio. Os 43 estudantes que viajavam neles deixaram o local, guiados por policiais. A partir daí, pouco se sabe. De acordo com a versão oficial os estudantes foram entregues pela polícia municipal a narcotraficantes que cremaram seus corpos e jogaram as cinzas em um rio próximo. Segundo o governo, a quadrilha matou os estudantes depois de confundi-los com membros de uma organização rival.