Especialistas ouvidos pela Agência Brasil afirmam que o mercado de café no Brasil cresce a uma média de 2% ao ano. No caso de cafés especiais, o crescimento é de 7% ao ano. O aumento de produção de café especiais já reflete nas exportações, que equivalem a duas de cada dez sacas exportadas pelo Brasil. A Associação Brasileira de Cafés Especiais credenciou 14 empresas exportadoras de Minas, Paraná e São Paulo, e descreve 45 variedades de cafés especiais. A mestre de torras Nathalia Rodrigues, que trabalha em uma microempresa de torrefação de cafés especiais em Brasília, reclama da infraestrutura para escoamento da produção e exportação, que também afeta outros setores do agronegócio. A logística é determinante para agilizar a entrega do café especial no destino. A imediatez desse processo favorece o consumo de um produto com mais qualidade. De acordo com a mestre, conhecimento sobre esses processos são partilhados hoje e aumentou a visão sobre a importância da produção de excelência. "Existe reconhecimento nacional de que a gente pode ocupar uma escala muito maior que temos ocupado. O cenário do café especial está acontecendo agora".