10 de julho de 2026
Economia & Negócios

Europa desacelera e dólar vai a R$ 4,17


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São Paulo - Dados europeus que evidenciam a desaceleração da economia amargaram o mercado financeiro nesta segunda-feira (23). A atividade da indústria alemã, que está em contração desde janeiro, foi para o pior nível em dez anos em setembro, aponta o Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) da IHS Markit.

Por outro lado, a indústria americana superou expectativas e cresceu no mesmo período, alcançando o maior patamar desde abril. A surpresa positiva dos EUA e o temor de uma recessão europeia levaram o dólar a ganhar força contra seus principais pares internacionais.

No Brasil, a cotação da moeda americana subiu 0,45%, a R$ 4,1720, maior patamar em 20 dias. A Bolsa também repercutiu os dados mistos e teve leve queda de 0,17%, acima dos 104 mil pontos.

ALEMANHA

Além da piora na indústria alemã, o PMI desta segunda apontou que a atividade do setor privado da maior economia da Europa encolheu em setembro pela primeira vez em seis anos e meio. 

O PMI composto, que acompanha os setores de manufatura e serviços, ou seja, mais de dois terços da economia da Alemanha, caiu para 49,1, de 51,7 em agosto.

É a primeira vez desde abril de 2013 que a leitura cai abaixo da marca de 50, marca que separa o crescimento da contração. Analistas esperavam uma queda para 51,4.

FRANÇA

Os dados da França também vieram abaixo das expectativas. A atividade empresarial francesa se expandiu em ritmo mais lento do que o esperado em setembro, com o crescimento do setor manufatureiro quase paralisando.

Na zona do euro como um todo, o PMI estagnou em setembro, prejudicado pelo encolhimento da atividade na Alemanha.

Em Bruxelas, o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, disse que os dados justificam o estímulo indefinido do BCE prometido no início deste mês e reiterou seu apelo aos governos para que intensifiquem seus esforços, já que a política monetária tende apenas a aumentar a confiança doméstica.

BOLSA 

No Brasil, o volume negociado na Bolsa também ficou abaixo da média. Foram R$ 11 bilhões, contra uma média diária de R$ 16 bilhões para o ano.

O Ibovespa fechou em queda de 0,17%, a 104.637 pontos. 

Nesta segunda, o boletim Focus do Banco Central teve a sétima redução seguida da previsão para a inflação. Agora, economistas veem o IPCA a 3,44% ao fim de 2019, uma redução de um ponto percentual em relação à semana passada. Há um mês, a previsão para o ano era de 3,65%.

Para 2020, se manteve a expectativa da semana passada de 3,80%.