08 de julho de 2026
Nacional

Ceará tem 38 ataques e transfere 257 presos

Estadão Conteúdo
| Tempo de leitura: 1 min

Fortaleza - Após cinco dias com 38 ataques a ônibus, carros e caminhões nas ruas, o Ceará prendeu 31 suspeitos e transferiu 257 detentos supostamente ligados à facção criminosa que ordenou o vandalismo. Em Fortaleza, o transporte público circula com frota reduzida e escola policial por causa da onda de violência. O governador Camilo Santana (PT) já disse que não vai ceder às vontades dos bandidos.

CRIME ORGANIZADO

O governo cearense atribui os ataques a uma reação ao enfrentamento ao crime organizado no Estado. Nas redes sociais, o governador Camilo Santana (PT) afirmou que "a possibilidade do retorno às regalias nos presídios é zero" e informou que reuniu a cúpula da Segurança Pública para tratar dos atos criminosos. O contingente policial foi reforçado nos últimos dias, com retorno às atividades de agentes que estavam de férias e a suspensão de cursos.

CINCO CIDADES

Além das ações criminosas na capital, houve registro de crimes em cinco municípios: Canindé, Quixadá, Quixeramobim, Paracuru e Jucás. Já na capital, ainda nesta manhã, bandidos atearam fogo a uma concessionária de carros no bairro Dunas. É a segunda vez que essa mesma concessionária sofre com os ataques deste ano.

Na capital, aliás, o sentimento é de revolta. Na manhã desta terça-feira, quem precisou do transporte público para se locomover se deparou com dificuldades nos terminais e nos pontos de ônibus. Por causa dos ataques criminosos, a frota dos ônibus urbanos foi reduzida a 70% - e parte circula com escolta policial.