08 de julho de 2026
Regional

'Ele acabou com a minha vida'

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

Enquanto aguardava a liberação do corpo da única filha, Mariana Forti Bazza, de 19 anos, morta nesta terça-feira (24) após sair de uma academia em Bariri (56 quilômetros de Bauru), a mãe dela, Marlene Aparecida Forti Bazza, atendeu a reportagem do JC no portão de casa. Ela não permitiu imagens, mas, muito abalada, contou que perdeu o chão ao saber da morte da filha, na manhã desta quarta-feira (25), enquanto equipes da Polícia Civil e Corpo de Bombeiros faziam novas buscas na chácara onde a jovem entrou pela última vez antes de desaparecer.

"Ele acabou com a minha vida", desabafou. "Minha filha era única, minha filha era linda. Ele tirou o bem mais precioso que eu tinha. Conforme o tempo passava, eu sentia que havia acontecido algo com ela. Mas meu marido é uma pessoa de muita fé. Ele acreditava que ela pudesse estar bem. E eu tentei me controlar. Eu quero que esse assassino fique preso até o fim da vida dele".

Jessylen Vianna, cunhada da universitária, conta que ela e seu irmão Jefferson Vianna namoravam há mais de dois anos e se preparavam para morar juntos em Santos, onde ele trabalha na Marinha, em janeiro do ano que vem. "Ela era bem simpática. Brava, mas amorosa e muito vaidosa", narra. "Ela tinha um coração muito bom. Não via maldade nos outros, ajudava todo mundo".

Segundo a vendedora Ana Beatriz Marreti, que trabalha em uma loja de acessórios que Mariana costumava frequentar, o desaparecimento e a morte dela comoveram a cidade. "Foi um baque. Eu tenho irmãs pequenas, que vão e voltam sozinhas da escola. Eu tive muito medo. Hoje (ontem) pela manhã a gente esperava uma notícia boa porque ele (suspeito) foi preso", diz. "Quando eu recebi na hora do almoço a notícia de que ela tinha sido morta, eu me arrepiei. A gente tinha a esperança de ela estar viva ainda. A gente sente a dor. Infelizmente, por causa de uma pessoa ruim, ela não está mais aqui com a gente. Não importa se a gente conhecia ela bem ou não. A dor é a mesma. Poderia ser eu, minhas irmãs, qualquer outra pessoa".