09 de julho de 2026
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As melhores praias de Aruba

JCNET
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A floresta da serra de Paranapiacaba marca o território remanescente da mata atlântica naquela região, e para que as pessoas não se sintam atraídas somente pelas flores do acostamento da estrada e, a elas, com exclusividade devotem sua admiração, o que, fosse só isso, já seria um festival de beleza ímpar, também participavam daquela majestosa exposição colorida, as flores das copas dos manacás da serra, árvores típicas da serra litorânea que desabrochavam suas flores nas cores branco, lilás e roxo, substituindo-se por essa ordem no mesmo dia. Lembra a mudança das cores do camaleão quando deseja camuflar-se. Aquele deslumbramento anunciava a estação da primavera enfeitando a serra atlântica, de tal arte que o cenário de cores não deixava de ser um privilégio para os circundantes, aliás, um raro privilégio porque a vida dessas flores é efêmera, dura poucas semanas, mas o panorama colorido é renovado na época e ano seguinte. Sem falha.

Chegando ao destino, Cananéia, no esconder do sol, Darci foi atrás de piloteiro, combustível e isca para a pescaria do dia seguinte, enquanto me coube dar uma arrumada na casa e preparar o jantar. O sono foi repousador graças as janelas do rancho possuírem tela para vedar a entrada de pernilongos, insetos que surgem em grande volume no final do dia, sedentos por uma boa dose de sangue humano. O pernilongo tem duas funções nada glorificantes: enquanto se sacia do sangue, transmite pelo mesmo canudinho a doença que carrega. O pernilongo do pantanal ataca durante o dia e a noite. São vinte e quatro horas a procura de sangue humano. Já o pernilongo do litoral dorme durante o dia e inferniza a vida das pessoas a noite toda. Essa rotineira atividade do inseto lembra a anedota da pernilonga mãe advertindo seus filhotes que iam pela primeira vez atacar os participantes de uma festinha de aniversário. Disse a pernilonga que se afastassem das pessoas no momento em que cantassem parabéns...

No dia seguinte, o primeiro da pescaria, depois do café da manhã, o piloteiro de nome Jânio chegou pelo canal com a lancha de 17 pés, motor central, construída de alumínio, com tudo preparado para a pescaria de robalo, peixe considerado nobre da cozinha comandada pelos chefs que ultimamente alastram-se pelos canais de televisão ensinando, aos berros, seus discípulos.

Alfredo Enéias Gonçalves d'abril, pescador aposentado