09 de julho de 2026
Articulistas

Triste fim da humanidade

Maria América Ferreira
| Tempo de leitura: 1 min

Tem gente que não acredita. Tem gente que ri e tripudia em cima da desgraça alheia. Mas esses fatos que nos cercam, nos deixam perplexos, nos enraivecem, nos fazem sentir medo e nojo, tristeza e revolta, são sinais. Não estamos mais prestando atenção na vida.

Estamos passando por ela sem viver. Não estamos percebendo que ao nosso lado tem gente precisando de um sorriso, de um abraço ou apenas um olá. Quem tem filhos permite que passem o dia conectados com um mundo que só existe nas telas dos aparelhos. Por onde andam os bons papos, o café, o bom dia? Onde foi parar o ser humano?

Todos os dias levamos um soco no estômago e não acordamos. Só ficamos indignados. Não temos poder de reação. Somos estressados no trânsito, em casa, na escola, no trabalho. Mas que merda de seres estamos nos tornando? Que mundo estamos preparando para as crianças que estão por nascer? Não nascemos assim. Tivemos infância. Aprendemos sobre educação, respeito, amizade, carinho. Aprendemos a ter cuidado, porque a maldade sempre existiu, mas não tão intensa. "Não podemos confiar nem na nossa sombra porque ela nos abandona no escuro" - li essa frase em algum lugar, e está correta.

Não adianta gritar, xingar, esbravejar quando não fazemos nem a nossa parte. É muita violência. É muita bandidagem. É muito descuido. É muito medo. É muito descaso. É muita fantasia. Falta pulso firme.

Mas são sinais. E não estamos prestando a devida atenção. Bom domingo!