O número de queimadas, objetivo principal da GLO, diminuiu 25,1% em setembro em relação ao ano passado - foram 18.558 focos até esta quinta-feira no bioma amazônico, ante 24.803 em setembro inteiro do ano passado. Historicamente, os focos de incêndio na floresta costumam atingir pico em setembro. Como em agosto foram registrados no bioma 30.901 focos - o recorde para o mês desde 2010 -, havia o temor de que a situação seria ainda pior.
Ameaça mais visível à floresta, as queimadas costumam ser a última etapa de um processo de destruição. Menos ruidoso e visível, o desmate continuou subindo no período da GLO. Em agosto, os alertas do sistema Deter, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), indicaram desmatamento de 1.702 km² na Amazônia, ante 526 km² em agosto de 2018. Neste mês, até o dia 20 de setembro, os alertas indicavam 1.173 km², ante 739 km² em setembro inteiro do ano passado.
Os dois meses seguem a tendência de alta que se instalou na região desde maio. O período de agosto d de 2018 a julho deste ano fechou com um consolidado de alertas de 6.841 km², alta de quase 50% em relação aos 12 meses anteriores, que indicaram uma perda de 4.571 km². Somando agosto e setembro deste ano, a perda indicada já é de 2.875 km² para o novo ano da Amazônia - mais de 60% do que todos os alertas do período de agosto de 2017 a julho de 2018.
Ao anunciar o envio das Forças Armadas, o presidente Jair Bolsonaro havia afirmado, em pronunciamento em rede nacional, que o governo tem tolerância zero com os crimes ambientais.