A Polícia Civil de Bauru trabalha para encontrar os responsáveis pelo incêndio que atingiu o bairro Vale do Igapó nesta terça-feira (1). A principal linha de investigação é de que a ação foi criminosa e executada de forma "orquestrada" pelos envolvidos. Na tarde desta quarta-feira (2), o titular da Delegacia de Crimes Ambientais, Dinair José da Silva, e investigadores percorreram toda a área atingida, levantaram dados técnicos e conversaram com moradores. Um inquérito será aberto nos próximos dias.
Conforme noticiou o JC, as estimativas apontam mais de 100 mil metros quadrados de mata nativa de cerrado destruídos. "Há indícios de que as pessoas que atearam fogo estavam em um veículo. Pelas características da ação, de forma preliminar, acreditamos fortemente em um crime orquestrado. Há áreas queimadas que estão distantes uma das outras. Parece que havia um interesse que determinado espaço fosse queimado em detrimento de outro", explica Dinair.
Na reportagem publicada nesta quarta-feira pelo JC, o Corpo de Bombeiros já informava que as chamas estavam surgindo na direção contrária do vento, o que reforçava a ideia de uma ação criminosa.
E a polícia também acredita que o incêndio tenha um objetivo específico. "Talvez seja interesse em venda de áreas. Vamos agir com rigor e instaurar inquérito policial. É um prejuízo ambiental muito grande", crava o delegado, dizendo que proprietários de lotes serão ouvidos.
Uma equipe de peritos também esteve no local e há, segundo Dinair da Silva, informações fortes que podem levar a polícia aos autores. Porém, nada foi divulgado para não atrapalhar o trabalho.
AÇÕES
O Corpo de Bombeiros monitorou a área atingida ao longo desta quarta-feira, mas nenhum novo foco havia sido encontrado durante o dia. "Não havia mais fogo se alastrando pela área", diz o subtenente Vinícius José Silva.
Na parte da noite, pequenos focos surgiram, mas foram rapidamente controlados.
A Polícia Militar Ambiental também passou o dia no local levantando dados. "Disponibilizamos uma equipe para fazer a medição de alguns pontos. Depois, vamos ampliar a dimensão via satélite para termos a extensão exata dessa tragédia. O objetivo é encontrar os responsáveis para a autuação ambiental", diz a tenente Cristiane Martinez Damiati.
A corporação também faz levantamento dos animais silvestres que foram mortos.
DENÚNCIAS
Denúncias que levem aos autores podem ser feitas à Polícia Civil pelos telefones (14) 3235-6500 ou (14) 3235-6505. O anonimato é garantido.