08 de julho de 2026
Nacional

Equador prende mais de 360

Alexandra Valencia
| Tempo de leitura: 1 min

Quito - Manifestantes equatorianos paralisaram os transportes e fizeram barricadas nas ruas pelo segundo dia, nesta sexta-feira, quando 370 pessoas foram presas devido a distúrbios provocados pela decisão do presidente Lenin Moreno de retirar subsídios ao combustível.

 O presidente de 66 anos colocou o Equador, país produtor de petróleo, em um caminho de centro depois de anos de regime de esquerda sob Rafael Correa e está implementando um pacote de aperto fiscal para cumprir um acordo de 4,2 bilhões de dólares com o Fundo Monetário Internacional (FMI).

Mas a eliminação dos subsídios ao combustível que durava décadas irritou muitos equatorianos e desencadeou protestos violentos em uma nação com um histórico de volatilidade política.

PARALISAÇÃO

Desde a capital, Quito, até a cidade costeira de Guayaquil muitos serviços de ônibus e táxis foram interrompidos, enquanto manifestantes bloquearam vias com pneus, pedras e galhos, embora em menor número do que no dia anterior.

Na quinta-feira, dia em que os preços dos combustíveis subiram, manifestantes mascarados atiraram pedras, instalaram bloqueios e confrontaram policiais, que usaram carros blindados e gás lacrimogêneo durante a pior agitação em anos no país de 17 milhões de habitantes.

A popularidade de Moreno caiu para menos de 30% em comparação com mais de 70% após a eleição de 2017, mas sua posição política parece firme, com o apoio da elite empresarial e lealdade militar.