10 de julho de 2026
Atitude

Escolha o melhor método contraceptivo para você

Evelin Azevedo
| Tempo de leitura: 2 min

Apesar de parecer contraditório, nem sempre as mulheres escolhem seu método contraceptivo levando em consideração quando e se querem engravidar. Esse é o resultado de um estudo global realizado pela Bayer, com apoio da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) e do Tanco - Think about Needs in Contraception (Pensando nas Necessidades em Contracepção, em português).

A maioria das entrevistadas, com a idades entre 18 e 29 anos, não planeja ter filhos nos próximos três a cinco anos ou não pretende ser mãe, enquanto a maior parte das que têm entre 40 e 49 anos já consideram seu planejamento familiar completo, ou seja, não desejam ter mais filhos. Para esses grupos, há grande indicação de contraceptivos de longa duração. Mas a pesquisa - que envolveu 7.140 pacientes - observou que o uso desses métodos ainda é baixo. No Brasil, por exemplo, apenas 10% das entrevistadas utilizam os anticoncepcionais de longa duração, que incluem implante hormonal, DIU de cobre ou DIU hormonal.

Em paralelo, uma em cada dez mulheres utiliza apenas preservativo para evitar a gravidez, enquanto três em cada dez estão tomando pílulas combinadas.

"Estamos diante de uma época na qual temos tecnologias contraceptivas excelentes que não são aproveitadas por causa de falta de informação", afirma Ilza Monteiro, ginecologista da Unicamp, membro da diretoria da Febrasgo, e uma das autoras do estudo.

Segundo a pesquisa, 70% das participantes afirmaram que considerariam o contraceptivo de longa duração se recebessem mais informações de seus médicos. O estudo mostra que 33% das brasileiras usam pílulas anticoncepcionais como método para evitar uma gravidez não planejada.

Para a ginecologista e obstetra Renata Palombo são vários os motivos que fazem das pílulas a principal maneira de contracepção: a fácil administração, a compra facilitada, o custo acessível e o tempo de mercado.

"Esse é um método que passou de mãe para filha. A falta de informação sobre os novas formas de contracepção influencia na escolha das mulheres", analisa.

Todos os métodos contraceptivos - sejam os de curta ou longa duração - têm indicações específicas para cada caso. Por isso, paciente e ginecologista devem conversar sobre o melhor método levando em consideração o ciclo e fluxo menstrual, que na maioria das vezes recebe interferência do método escolhido.