Mudanças à vista
Entre os moradores, há quem torça para a entrada de uma empresa internacional, que poderia melhorar o acesso e a infraestrutura de visitação. Outros ainda não se acostumaram com a possibilidade de a cidade poder receber no futuro até quatro vezes mais viajantes por ano. De acordo com a secretária de Turismo de Cambará do Sul, Beatriz Isoppo Trindade, o destino recebe anualmente 250 mil pessoas e, em três anos, o número pode chegar a 1,2 milhão. O avanço certamente teria reflexos em municípios vizinhos que têm alto potencial turístico, como São José dos Ausentes, Jaquirana e Praia Grande (já do lado catarinense).
Por enquanto, é possível viajar por ali sem pressa e ser recebido com simpatia em restaurantes e pousadas familiares, cujos proprietários contam com emoção as histórias de seus antepassados. As agências locais também são pequenas - e se orgulham dos guias que cresceram entre as trilhas que levavam a cachoeiras e a cânions pouco explorados.
Há, no entanto, espaços para quem deseja mais conforto e exclusividade. Nesse sentido, Cambará do Sul é o município com melhor infraestrutura, com diferentes perfis de hospedagem.
O Parador, por exemplo, é um refúgio de luxo onde se pode passar dias na maior mordomia, com refeições assinadas por chefs. Para quem se preocupa com sustentabilidade, conhecer o projeto do Cambará Eco Hotel pode ser inspirador. E, àqueles que não se importam em ficar mais afastados dos parques e gostam de roteiros alternativos, o Estância das Flores, em Bom Jesus, e o disputado Morada dos Canyons, em Praia Grande, já do lado catarinense, são boas alternativas. Seja qual for o jeito de viajar, vá com calma para contemplar. Deixe a pressa para o vento.