O presidente Jair Bolsonaro usou as redes sociais para alfinetar a Organização das Nações Unidas (ONU) e as organizações não governamentais (ONGs) que atuam em causas ligadas ao meio ambiente. No Twitter, disse que o governo brasileiro está procurando os responsáveis pelo espalhamento de óleo que atingiu 139 praias brasileiras e criticou uma suposta falta de engajamento das entidades.
"Desde 02/setembro nosso governo busca identificar os responsáveis pelo derramamento de petróleo nas praias do Nordeste. Estranhamos o silêncio da ONU e ONGs, sempre tão vigilantes com o meio ambiente", escreveu. Ao longo da semana, o presidente já havia declarado ter "quase certeza" de que o petróleo tem origem em um "ato criminoso", embora essa suspeita ainda não tenha sido confirmada.
Embora Bolsonaro tenha dito que as ONGs estão em silêncio, as principais organizações do setor já fizeram manifestações sobre o tema. O Greenpeace, por exemplo, publicou no próprio Twitter fotos das manchas no litoral brasileiro e disse que a situação demonstra "demora das autoridades em identificar a origem e mitigar os impactos do petróleo".
Por sua vez, a WWF tem feito várias postagens no Twitter com fotos e reportagens que mostram os impactos do derramamento de petróleo nas regiões atingidas.
Já a Organização Marítima Internacional, braço da ONU para assuntos relacionados à segurança marítima e à prevenção da poluição nos oceanos, está apoiando a Marinha e a Polícia Federal brasileira nas investigações das embarcações que transitaram pela costa, conforme informou a própria Marinha.