08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Chaminé do tempo

José Eduardo Fernandes Avila, memorialista
| Tempo de leitura: 1 min

Continua ereta e imponente a velha chaminé da saudosa fábrica de guaraná Antarctica. Por várias décadas, vem testemunhando a evolução de nossa cidade, incrustada entre duas poderosas redes de comércio ao fundo margeada pela via permanente ferroviária, que foi um marco importantíssimo na vida de milhares de famílias e hoje, infelizmente, agoniza sem perspectiva de melhoras, em frente à tradicional e importante rua General Marcondes Salgado.

A Vila Antarctica e adjacências aos poucos vêm sendo transformada, fruto do progresso que se instalou naquela região. Muitas famílias que outrora ali viveram desde o início do século passado (são elas os Garms, Bigheti, Alegria, Salles, Ferrero Garcia, Trevisan, Fernandes Egea, Fuzzeti, Mancuso, Goes, Marcelino, Petean, Chamorro, Dalben, Matsumoto, Aceituno Gomes, Igepe, Canova Cardoso, Cavas, Perezin, Lot, Rascão, Comegno, Rafael, Herrera, Crepaldi, Mosqueti, Montemor, Caçador, Takenaka, Obeid, Bagnol, Gobi, Penha Cara, Lopes, Almeida, Baccan, Placido e muitas outras que iremos mencionar oportunamente) ainda residem naquele setor, sendo que os pioneiros descansam no cemitério municipal do bairro. Como uma sentinela do passado, ela guarda a sua posição, observando o presente.