09 de julho de 2026
Nacional

Humorista relata ter sido agredido

Estadão Conteúdo - Site
| Tempo de leitura: 2 min

O humorista Evandro Santo, que trabalhou no programa Pânico por 11 anos, publicou duas fotos no Instagram, neste sábado (19), para relatar que foi agredido por um integrante da plateia, após um show de stand-up comedy, em Marília (a 100 quilômetros de Bauru). A equipe do artista confirmou o caso ao E , que ocorreu na noite de sexta-feira (18), e disse que vai processar o autor da agressão.

Na primeira publicação, Evandro conta que, durante a apresentação, convidou pessoas para subir ao palco e participar do 'Tinder humano'. No decorrer da brincadeira, os participantes ganharam um selinho dele.

"Quando pedi um rapaz solteiro, na hora um rapaz chamado Pedro se prontificou a subir no palco para fazer o Tinder com outra moça, que sempre pode acabar em um 'beijo' ou 'selinho'. Ele super aceitou bem, fez o Tinder, ganhou um selinho meu, deu risada, assim como a moça ganhou um selinho meu e deu risada. Saiu do palco de boa", descreve o humorista.

Depois disso, Evandro afirma que pediu dez minutos de pausa e foi ao banheiro. Ao sair do cômodo, diz que foi surpreendido pela chegada do Pedro, "o mesmo que participou por vontade própria do show". O artista relata que o rapaz deu um soco na boca dele e que não reagiu. "Tanto a boca quanto o nariz sangraram."

O E entrou em contato com Lucas Alves, responsável pela assessoria e produção dos shows de Evandro Santo, que confirmou o relato. Ele acrescentou que o agressor chegou perto do humorista junto com o pai, que o teria incentivado a bater no artista.

REAÇÃO

Evandro conta que depois do ocorrido, saiu "passado" do local e foi direto para o hotel. "Não apanho desde os 13 anos de idade, por qualquer motivo", disse. Ele afirma que, ao acordar neste sábado, pensou em "deixar o caso pra lá e ir logo para casa", mas decidiu ir à delegacia a fim de registrar um boletim de ocorrência por agressão e homofobia.

Lucas Alves informou que eles foram até o departamento policial em Marília, mas a delegacia ia demorar em média quatro horas para registrar. Como tinham de voltar para a cidade de São Paulo, Evandro conversou com o advogado dele, que orientou a elaborar o boletim de ocorrência na Capital paulista. O produtor afirma que estão em contato com fãs e outras pessoas que estavam no show para obter informações sobre o agressor. "Vamos além da esfera criminal, vamos na civil também por homofobia."

"Vou até o fim com todos os processos possíveis", prosseguiu Evandro. "Em nome do respeito ao próximo, à não violência do próximo e à anti-homofobia. Vou agora na delegacia e vou atrás dos meus direitos. Enfim, vida que segue", concluiu.