11 de julho de 2026
Política

Supremo condena o ex-ministro Geddel a 14 anos de prisão

FolhaPress
| Tempo de leitura: 1 min

Brasília - A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou nesta terça-feira (22) o ex-ministro Geddel Vieira Lima e seu irmão, o ex-deputado Lúcio Vieira Lima, ambos do MDB da Bahia, pelos crimes de lavagem de dinheiro e associação criminosa.

A pena de Geddel foi fixada em 14 anos e 10 meses de prisão, mais multa de cerca de R$ 1,6 milhão. A pena de Lúcio ficou em 10 anos e 6 meses, mais multa de cerca de R$ 900 mil.

Geddel está preso preventivamente na Papuda, em Brasília, desde setembro de 2017, e sua prisão foi mantida. Lúcio está em liberdade. 

MILIONÁRIOS

Em setembro de 2017, a Polícia Federal descobriu em Salvador um apartamento que escondia R$ 51 milhões, que ficou conhecido como o "bunker" de Geddel. A Polícia Federal afirmou que chegou ao imóvel por meio de uma denúncia anônima.

Por unanimidade, os cinco ministros do colegiado - Edson Fachin, Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia - votaram por condenar os réus pelo crime de lavagem de dinheiro.

Para os magistrados, Geddel praticou oito vezes esse crime, sete vezes por meio de investimentos de dinheiro ilícito em uma construtora, a Cosbat, e uma vez na modalidade ocultação, por ter escondido o dinheiro no "bunker". Lúcio foi condenado por praticar lavagem por duas vezes.

"O que houve foi uma estratégia empregada em investimentos do mercado imobiliário apta a ofender o bem jurídico tutelado pela lei de lavagem de dinheiro", disse Fachin.

O julgamento da ação penal começou em 1º de outubro e terminou nesta terça, ocupando quatro sessões da Segunda Turma.  Antes da execução da pena, ainda cabe recurso da decisão ao próprio Supremo.