Pequim - Brasil e China assinaram nesta sexta-feira diversos acordos e memorandos de entendimentos nas áreas de política, ciência e tecnologia e educação, economia e comércio, energia e agricultura. O presidente Jair Bolsonaro está no país asiático, o segundo do tour da comitiva presidencial pela Ásia e Oriente Médio. Ele se encontrou com o presidente chinês, Xi Jiping, no Grande Palácio do Povo, em Pequim.
De concreto os dois países assinaram dois protocolos sanitários para a exportação de farelo de algodão e carne termo-processada, informou o Ministério da Agricultura em nota.
De acordo com o comunicado da pasta, os acordos foram assinados pela ministra da Agricultura, Tereza Cristina, e pela Administração Geral de Aduanas da China.
"Os protocolos estabelecem os requisitos para permitir a exportação dos dois produtos do Brasil à China", disse o ministério, destacando os objetivos de acordos desse teor --evitar a entrada de pestes ou pragas endêmicas do exportador no país importador.
Com exportação ainda incipiente pelo Brasil, o farelo de algodão é utilizado como ração animal, enquanto a carne termoprocessada, de vendas mais consolidadas, é que passou por processos térmicos, como a cocção.
ENCONTRO COM XI
"Estava ansioso para esta visita porque temos na China o primeiro parceiro comercial e me interessa muito fortalecer este comércio, bem como ampliar novos horizontes. Hoje podemos dizer que uma parte considerável do Brasil precisa da China a China também precisa do Brasil", disse Bolsonaro durante o encontro.
Em declaração conjunta, os dois presidentes expressaram a determinação em ampliar o comércio e diversificar o intercâmbio de produtos, bem como cooperar com as políticas de desenvolvimento e investimento, como o Programa de Parceria de Investimento (PPI) do Brasil e a Iniciativa do Cinturão e da Rota, da China.
A China é o maior parceiro comercial do Brasil, em 2018, o fluxo de comércio entre os dois países alcançou a marca histórica de US$ 98,9 bilhões. O país asiático também é um dos principais fornecedores de investimento em áreas cruciais, como infraestrutura e energia.