08 de julho de 2026
Geral

Para Comando da PM, homicídio seguido de suicídio é improvável

Tisa Moraes e Rafael de Paula
| Tempo de leitura: 2 min

O Comando da Polícia Militar informou que considera remota a possibilidade de homicídio seguido de suicídio na ocorrência que resultou na morte de dois policiais militares, na noite desta sexta-feira (25), em Bauru. Conforme o JC noticiou, as vítimas, o judoca olímpico Mário Sabino Junior, 47 anos, que era cabo do 4.º Batalhão da Polícia Militar do Interior (4.º BPM-I), e o sargento Luciano Agnaldo Rodrigues, 50 anos, do Comando de Policiamento do Interior-4 (CPI-4), morreram atingidas por disparos de arma de fogo.

Segundo o coronel Ézio Carlos Vieira de Melo, comandante do 4.º BPM-I, a cena do crime dá indícios de que os PMs perderam a vida por "agressões mútuas", ou seja, por troca de tiros. Cabo Sabino e sargento Agnaldo foram encontrados por equipes de patrulhamento caídos no solo, já sem vida, em uma rua sem saída, paralela à avenida Antenor de Almeida, na região do Jardim Niceia.

"Aparentemente, um atirou no outro. Mas só teremos certeza do que realmente ocorreu quando o inquérito policial militar for concluído, quando pessoas forem ouvidas, celulares forem analisados e os laudos periciais, provas balísticas e exames necroscópicos ficarem prontos", destaca, salientando que, como o caso envolve PMs da ativa, a ocorrência será apurada no âmbito da Justiça Militar.

O número de disparos que atingiram os policiais e a possibilidade de uma terceira pessoa estar no local e até ter participado da troca de tiros não foram confirmados pelo Comando da PM. A motivação do confronto também não foi divulgada.

ESPOSA OUVIDA

Desde que o crime ocorreu, surgiram várias especulações sobre a possibilidade de o crime ter motivação passional. Uma das hipóteses é de que a esposa do sargento, que também é policial militar, estaria se encontrando com Sabino.

Diante disso, a mulher foi ouvida no CPI-4 durante a madrugada de sábado (26), horas depois da ocorrência. De acordo com o major Nilson César Pereira, a participação dela no caso ainda será apurada.

"Nenhuma hipótese foi descartada, mas ainda não temos nada concreto. Ainda não tenho conhecimento do teor do depoimento. Dependendo da versão apresentada, ela poderá ser incluída ou não no rol de pessoas que têm ligação com o ocorrido", frisa.

O coronel Ézio destaca, contudo, que todas as informações ventiladas, inclusive em redes sociais, ainda são meras suposições. "Até para não provocar injustiças, é prudente aguardar a conclusão do inquérito. Neste primeiro momento, nossa maior preocupação é oferecer apoio às famílias dos policiais", pontua o comandante.

MAIS DE 20 ANOS

O cabo Sabino e o sargento Agnaldo prestaram mais de 20 anos de serviços à corporação. Na noite do crime, contudo, nenhum dos dois estava trabalhando. O corpo de Sabino foi sepultado na tarde deste sábado no Cemitério do Jardim Redentor. Já o corpo do sargento Agnaldo foi enterrado no Cemitério Municipal de Pirajuí.