O técnico Fábio Carille vai ficar no Corinthians. Apesar de sentir "vergonha" das atuações recentes do time, em uma crítica direta aos jogadores, e de admitir que é preciso melhorar muito se quiser garantir vaga na Copa Libertadores do ano que vem, ele disse que não perdeu o comando do grupo e garante que não vai desistir. E optou por seguir após pensar bastante e também conversar com os dirigentes e com familiares.
O treinador admitiu que houve queda de rendimento dos jogadores por estar na reta final da temporada. Como justificativa, disse que o time - que não vence há sete jogos - parou de jogar quando conseguiu a pontuação que o afasta do risco de rebaixamento no Campeonato Brasileiro.
"Depois que atingimos 45 pontos, chamou atenção a concentração dos atletas. Chamei atenção deles. Definiu o ano. Isso está sendo um desafio para mim, motivar os jogadores e fazê-los entender que tem que estar bem sempre e temos nove jogos agora. O nível de atenção é nítido que caiu depois que a gente atingiu uma pontuação."
Carille ainda considerou vergonhosas as atuações recentes da equipe corintiana. "Vergonha. Não preciso olhar como torcedor, não, tenho que olhar como comissão e ser ciente daquilo. Vergonhoso, não parece um time treinado, parece que se junta no vestiário e vai para o jogo. Você passa informações e depois 'tá' na beira do campo e isso não é feito. Não está faltando raça, mas tecnicamente a gente tem que ser melhor."
Uma das principais críticas feitas ao Corinthians está na dificuldade de atacar. Em 29 jogos no Brasileiro, fez apenas 31 gols. "Falam de retranca, mas terminei o jogo contra o Vasco com Pedrinho, Jadson, Clayson, Janderson e Gustavo. Que retranca é essa? A gente está conhecendo alguns jogadores nesse momento de pressão, não é fácil jogar no Corinthians. Meus pensamentos de futebol são os mesmos", justificou.
Carille não participou da conversa com oito torcedores, no CT Joaquim Grava - Cássio e Ralf representaram o grupo. "Eles não queriam falar comigo. Em outros momentos já aconteceu de falar com eles e foi muito bom. Não sei como foi a conversa. Quando estavam falando, fui embora. Se não falaram comigo, é porque não tinha que saber."