08 de julho de 2026
Nacional

ONU avalia disputa EUA-China

Emma Farge
| Tempo de leitura: 2 min

Genebra - A guerra comercial entre as duas principais economias do mundo reduziu as importações norte-americanas de produtos chineses em mais de um quarto - ou 35 bilhões de dólares - no primeiro semestre deste ano, e elevou os preços para os consumidores dos Estados Unidos, mostrou um estudo da ONU nesta terça-feira (5). 

A China e os EUA têm travado uma disputa comercial nos últimos 16 meses, embora haja esperanças de que um acordo inicial possa ser assinado este mês, o que ofereceria algum alívio.

As importações da China para os EUA sujeitas a tarifas caíram para 95 bilhões de dólares entre janeiro e junho, ante 130 bilhões no mesmo período de 2018, mostrou um estudo divulgado pela agência de comércio e desenvolvimento das Nações Unidas, a UNCTAD.

"No geral, os resultados indicam que as tarifas dos Estados Unidos sobre a China estão prejudicando economicamente os dois países", afirmou o relatório.

O setor mais afetado pelas tarifas dos EUA são as importações chinesas de máquinas de escritório e equipamentos de comunicação, que caíram em 15 bilhões de dólares. Com o tempo, a escala das perdas de exportação chinesas aumentou juntamente com as tarifas crescentes.

BOM PARA O BRASIL

Os preços do óleo de soja na China avançaram para seu maior nível em mais de dois anos nesta semana, à medida que consumidores se voltaram para os decrescentes estoques de óleos vegetais em meio a uma escassez nacional de carnes suínas.

A China é a maior consumidora global de carne de porco, e tal escassez alavancou seus preços para níveis recordes, forçando alguns clientes a recorrer ao consumo de proteínas alternativas, como carnes de pato e frango.

A Seara Alimentos, empresa do grupo JBS, concluiu a sua primeira negociação para a venda de miúdos suínos para a China depois de o país asiático ter habilitado unidades brasileiras para exportação na véspera, segunda-feira (4). As exportações brasileiras de carne suína têm recebido especial impulso que ampliou as importações de brasileiros em 76% em agosto. Sete frigoríficos de Santa Catarina receberam aval para exportar.