É espantoso o indecoro e a insensatez das pessoas que se dispõem a se passar por ignorantes. Mas num mundo tão sem ética, não admira que as pessoas se submetam a isso para atingirem e menosprezarem o trabalho, o empenho e as boas intenções alheias, quando se incomodam com elas.
Escreve aqui frequentemente uma pessoa com esses sentimentos, sob assinatura de Tânia Tavares. Finge-se de ignorante, de desconhecedor (a) das notórias posturas assumidas pelo Papa Francisco, por diversos artistas, intelectuais, por particulares posicionados e por organizações no tocante ao Meio Ambiente. A intenção, obviamente, não é vir a conhecer o que estes fazem ou aprender algo com eles e sim apenas ridicularizar.
Francisco é na história o mais ousado líder principal de sua denominação a se manifestar sobre essas questões, ainda que seu cargo não o incumba tão específica e ostensivamente sobre este tema. Quer dizer que se não vestir uma camiseta, fizer greve de fome ou se amarrar a uma árvore no sol escaldante suas mensagens e atuação devem ser ridicularizadas? Ora, francamente, a que grau de boçalidade as pessoas chegaram. É vergonhoso.
Em tempo, neste exato instante ONGS contabilizam mais 23 tartarugas mortas com corpos oleados no litoral do Nordeste, organizações que se mostraram fundamentais no processo de identificação do problema (e que tem denunciado aos 4 ventos no mundo os problemas enfrentados nesta área), vez em quem abril o governo Bolsonaro extinguiu Comitês fundamentais contra desastres por óleo.
Não menospreze o trabalho alheio, senhora. Mas certas pessoas não querem se informar, querem apenas ridicularizar o que lhes incomoda (e com isso mobilizar e atiçar outros incautos e ignorantes). Para aprender antes, é preciso criar vergonha.