10 de julho de 2026
Internacional

Pedida libertação de presos políticos na Venezuela

Agência Brasil
| Tempo de leitura: 2 min

Brasília - Em declaração conjunta divulgada nesta sexta-feira (8) em Brasília, os países que integram o Grupo de Lima pediram a imediata libertação dos presos políticos da Venezuela e reiteraram que somente o pleno restabelecimento da democracia "permitirá vencer a crise política, econômica, humanitária e de direitos humanos" no país.

No final da reunião, o chanceler Ernesto Araújo agradeceu a contribuição "importantíssima" dada pela Argentina ao Grupo de Lima. Em uma referência à reunião do Brics, marcada para a próxima semana em Brasília, o ministro das Relações Exteriores disse esperar que os países que integram o bloco (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) possam "perceber de maneira mais profunda qual é a realidade do sofrimento do povo venezuelano". O chanceler acrescentou desejar que os demais países do Brics "possam ser parte da solução desse problema".

O Grupo de Lima - composto atualmente, além do Brasil, por Argentina, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, Guiana, Honduras, Panamá, Paraguai, Peru, Santa Lúcia e Venezuela - é o principal fórum regional de discussão sobre a crise venezuelana e de articulação de posições comuns dos países-membros em fóruns internacionais. Esta foi a primeira reunião do grupo realizada no Brasil.

OPOSIÇÃO VENEZUELANA

O Grupo de Lima reiterou o apoio ao presidente da Assembleia Nacional da Venezuela e líder da oposição no país, Juan Guaidó. Em janeiro deste ano, Guaidó autoproclamou-se presidente interino da Venezuela e foi reconhecido como "presidente interino", por vários países, incluindo os Estados Unidos e o Brasil.

Segundo o documento, diante da ausência de condições adequadas para a realização de eleições livres, o grupo apoia o acordo aprovado pela Assembleia Nacional em 17 de setembro, que ratifica a rota política proposta como saída para a crise e estabelece a permanência de Guaidó na presidência do país após 5 de janeiro de 2020 "e até o fim da usurpação e a realização de eleições presidenciais livres, justas, transparentes e com observação internacional".