08 de julho de 2026
Internacional

'Cúpula dos Brics foi excelente'

FolhaPress
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Brasília - O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira (14) que a política externa do seu governo "tem os olhos postos no mundo, mas em primeiro lugar no Brasil".  A declaração de Bolsonaro ocorreu no âmbito do encerramento da cúpula dos Brics (bloco formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), realizada em Brasília.

"A política externa do meu governo tem os olhos postos no mundo, mas em primeiro lugar no Brasil. Para estar em sintonia com as necessidades da nossa sociedade, ajudar a ampliar o bem estar dos nossos cidadãos. Sob a forma de avanços em ciência, tecnologia e inovação, de mais e melhores empregos, mais renda, melhor sistema de saúde pública. Tudo mais que faça diferença para melhorar o cotidiano de todos", disse o presidente.

Viajaram a Brasília para participar da cúpula dos presidentes Vladimir Putin (Rússia) e Cyril Ramaphosa (África do Sul), além do premiê Narendra Modi (Índia) e do dirigente da China, Xi Jinping. O Brasil manteve neste ano a presidência dos Brics, tarefa que em 2020 caberá à Rússia.

DEFESA EXTERNA

Apesar da defesa por uma política externa "que tenha os olhos postos em primeiro lugar no Brasil", algo que lembra o lema "os EUA primeiro" do presidente Donald Trump, Bolsonaro fez uma defesa enfática da relevância dos Brics durante sua fala. 

"Hoje a relevância econômica dos Brics é ainda mais inquestionável e seguirá crescendo nas próximas décadas. A sua pujança no plano econômico, junto à diversidade, criatividade e o vigor das nossas sociedades e povos. Esses valiosos ativos constituem a matéria-prima para proveitosa cooperação dos nossos países", pontuou. 

DEFESA DA AMAZÔNIA

Em meio a críticas constantes por buscar alterar leis que limitam a exploração econômica da Amazônia, o Brasil conseguiu emplacar na declaração final da Cúpula dos Brics um parágrafo que defende que os "benefícios do desenvolvimento" precisam chegar a todos os cidadãos e que a cooperação internacional tem que respeitar a soberania.

O texto, apesar de não fazer referência específica à Amazônia devido a se tratar de uma declaração multilateral, segundo uma fonte, foi proposto pelo Brasil sob medida para a defesa da política que o governo pretende implementar na região. Recentemente, foi derrubado o zoneamento agropecuário que impedia o plantio de cana de açúcar na Amazônia, por exemplo.

"Expressamos nosso compromisso com o desenvolvimento sustentável em suas três dimensões --econômica, social e ambiental-- de maneira equilibrada e integrada. Todos os nossos cidadãos, em todas as partes de nossos respectivos territórios, incluindo áreas remotas, merecem desfrutar plenamente dos benefícios do desenvolvimento sustentável", diz a denominada Declaração de Brasília.