Nesse final de semana, teremos mais uma etapa do grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1. Nosso País faz parte do calendário desde os anos 1970 e o Autódromo de Interlagos receberá a corrida pela 36ª vez.
Apesar de Lewis Hamilton já entrar na pista, domingo, com o título garantido, no passado, entre os anos de 2005 e 2009, o campeonato foi decidido na pista brasileira. Por falar em passado, infelizmente, hoje a situação brasileira na categoria não é das mais empolgantes. Sem piloto brasileiro desde o fim de 2017, o País que se acostumou a ouvir o tema da vitória aos domingos pela manhã e a torcer por campeões como Emerson Fittipaldi, Nelson Piquet e Ayrton Senna, não sabe o que é vencer na categoria desde 2009.
Com o acordo entre Petrobras e McLaren, que tinha como objetivo produzir gasolina para o tradicional time inglês, sendo rompido, as chances do piloto brasileiro de F2 Sérgio Sette Câmara permanecer como piloto de testes da equipe se tornou remota.
Então, o único vínculo entre a F1 atual e o País passou a ser o Grande Prêmio do Brasil, que com o contrato atual chegando ao fim na próxima temporada e a disputa interna entre Rio-São Paulo para ver quem vai receber a categoria a partir de 2021 não se resolvendo, a questão se tornou um verdadeiro cenário de impasse.
Porém, não devemos nos esquecer que o Brasil representa o maior mercado que a F1 possui. A relação entre a torcida brasileira e a maior categoria mundial do automobilismo ainda continua sendo considerável e os índices de audiência na TV, que deram um salto considerável durante a atual temporada, nos mostra que a paixão pela velocidade ainda continua no DNA do brasileiro.