08 de julho de 2026
Ser

Perda: atenção à criança

Evelin Azevedo
| Tempo de leitura: 1 min

A perda de uma pessoa querida é um processo muito difícil. Os adultos, em geral, costumam ficar muito mal. Mas e as crianças, como ficam? De acordo com especialistas, quando mais idade a pessoa tem, mais ela sente a perda e vive o luto. Por isso, as crianças tendem a sofrer menos que os adultos, mas tudo depende de quão próximo o pequeno era de quem partiu.

"As crianças vivem o luto sim, mas elas elaboram de uma maneira diferente dos adultos. Enquanto os mais velhos enxergam a ausência como permanente, a criança vê a ausência como algo que pode ser passageiro", diz Ellen Moraes Senra, psicóloga e especialista em terapia cognitivo-comportamental.

É missão dos adultos ajudar as crianças a viverem o luto da maneira mais saudável possível. Os pequenos normalmente apresentam muita instabilidade emocional assim que a perda acontece. Em um momento podem estar muito tristes e em outro já estarem brincando felizes.

"Às vezes essas reações não são bem compreendidas, pode-se pensar que a criança não está experimentando o luto ou que já o concluiu, quando na verdade a criança ainda precisa de muito apoio e oportunidades para expressar seus sentimentos", alerta a psicóloga Thalita Martignoni.

De acordo com a Thalita, a criança pode ficar mais agressiva e se irritar por qualquer motivo. É muito comum que as crianças menores regridam a estágios anteriores do desenvolvimento, como voltar a fazer xixi na cama e falar de forma mais infantilizada."Se a tristeza pela perda começa a afetar muito o rendimento escolar ou as crianças deixam de fazer atividades que antes lhes davam prazer, pode ser sinal de problema. Nestes casos, a ajuda profissional pode ser indicada", afirma a psicóloga Livia Marques.