09 de julho de 2026
Internacional

Hong Kong: confronto deixa mais de 200 feridos e 800 jovens fichados

FolhaPress
| Tempo de leitura: 1 min

Hong Kong - Apesar das ameaças de intervenção cada vez mais explícitas do governo da China, cerca de cem manifestantes pró-democracia continuam entrincheirados na Universidade Politécnica (PolyU), em Hong Kong nesta terça-feira (19).

O campus está cercado pelas forças de segurança desde domingo, no que já é considerado o confronto mais violento entre ativistas e policiais desde o início dos protestos, em junho.

Muitos estudantes que estão no prédio temem ser presos ao tentar sair. Segundo a polícia, 800 pessoas já deixaram a universidade pacificamente e serão investigadas, incluindo 300 menores de idade.

O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos pediu às autoridades locais que busquem uma "solução pacífica" para o cerco à PolyU.

O destino dos manifestantes que estão lá dentro provoca uma comoção no movimento pró-democracia de Hong Kong, ex-colônia britânica que enfrenta a crise política mais grave desde que retornou à soberania chinesa em 1997.

Dezenas de milhares de pessoas protestaram na segunda-feira na região de Kowloon para tentar criar outro foco de atenção da polícia e reduzir a pressão sobre a PolyU -a polícia já anunciou que pode usar munição letal depois que um agente foi ferido na panturrilha por uma flecha lançada por um ativista.

GOVERNO PEDE RENDIÇÃO

A chefe do Executivo de Hong Kong, Carrie Lam, eleita por um comitê favorável a Pequim, falou pela primeira vez sobre a situação e disse que os manifestantes não têm outra saída a não ser a rendição. Ela afirmou que os amotinados devem "entregar as armas e sair pacificamente" e prometeu que os menores de idade que se entregarem não serão detidos -os maiores podem ser condenados a até dez anos de prisão.

"Mesmo se nos entregarmos, seremos presos", declarou à AFP um estudante de mecânica. "Querem dar a impressão de que temos duas opções, mas só existe uma: a prisão."