Anteontem, na Câmara dos Deputados Federais, no momento em que acontecia no plenário a Sessão de Abertura da Semana da Consciência Negra, o deputado Coronel Carlos Tadeu, do PSL/SP, numa atitude típica dos policiais agressores e racistas, arrancou e pisou numa placa do cartunista Carlos Latuff, que era uma peça da exposição organizada pelo cerimonial da Câmara dos Deputados.
Foi um ato racista e violento do deputado que integra a bancada da bala na Câmara dos Deputados, reproduz o que acontece no dia nos bairros periféricos e nas favelas. A violência praticada pelos aparatos de segurança do Estado, que cotidianamente ataca, a população pobre e negra, principalmente a juventude.
E, para piorar a situação, o deputado Daniel Silveira, do PSL, o mesmo que arrancou a placa de Marielle Franco, disse em seu pronunciamento "que não se pode atribuir à Polícia Milita porque um negrozinho bandidinho tem que ser perdoado".
O ato de violência praticado pelo deputado Carlos Tadeu, do PSL/SP, assim como o discurso do deputado Daniel Silveira, do PSL, foram de racismo e precisam ser tratados como tal.
O presidente da Câmara Federal tenta contemporizar, porém, não há como esconder os atos de racismo praticados pelos dois deputados.
O Movimento Negro Socialista repudia de forma veemente os atos racistas e exige a cassação do mandato dos dois deputados racistas.
Esta também deve ser a posição de deputados negros e deputadas negras, pois é inadmissível que estas duas figuras abjetas permaneçam impunes.