08 de julho de 2026
Nacional

Embaixador Gordon Sondland depõe e implica Trump

Estadão Conteúdo
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Washington - O embaixador dos Estados Unidos na União Europeia, Gordon Sondland, afirmou nesta quarta-feira que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, usou o advogado pessoal dele, Rudolph Giuliani, para pressionar o governo da Ucrânia no episódio conhecido como "toma lá, dá cá", em que os EUA teriam pressionado a administração ucraniana para investigar o democrata Joe Biden, pré-candidato ao governo americano, em troca de ajuda financeira militar.

Em testemunho em audiência pública do processo de impeachment de Trump, que está em andamento no Congresso, Sondland disse que Giuliani agiu segundo os "desejos" do presidente.

O embaixador americano também admitiu uma ligação para Trump, de um restaurante em Kiev, um dia após a conversa entre Trump e o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, em julho. O diplomata contou que discutiu com Trump as investigações que a Ucrânia deveria realizar para receber a ajuda americana.

Sondland disse que o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, e o vice-presidente dos EUA, Mike Pence, estavam cientes e "apoiavam totalmente" seus esforços junto à Ucrânia.

Entre os documentos anexados à declaração por escrito, há uma coleção de e-mails e mensagens de texto que comprovariam as alegações de que Pence, Pompeo e outros altos funcionários do governo Trump sabiam do que estava acontecendo em relação à Ucrânia: "Não havia segredos."