Montevidéu - A possibilidade de ser derrotada no segundo turno das eleições, no próximo domingo (24), fez com que a coalizão governista Frente Ampla, de centro-esquerda, intensificasse sua campanha na reta final da campanha.
Nesta quarta-feira (20), a aliança anunciou providências para garantir que mais de 4.000 uruguaios que vivem na Argentina possam ir ao país para votar.
A ideia é tentar reverter as pesquisas mais recentes, que mostram uma vantagem de cinco pontos do candidato do partido Nacional (blanco), Luis Lacalle Pou, sobre o governista Daniel Martínez (Frente Ampla).
Para isso, o partido vai estimular o chamado "voto-barco", bancando descontos para quem topar cruzar o Rio da Prata para votar no domingo.
O trajeto entre Buenos Aires e Montevidéu demora cerca pouco mais de duas horas e custa, em média, 6.500 pesos (R$ 458) na categoria mais barata.
Se a viagem tiver escala, a duração sobe para mais de quatro horas, e o valor cai para 3.500 pesos (R$ 246).
LEI PERMITE
Para ter acesso ao desconto, é preciso apresentar a habilitação eleitoral (título de eleitor) e um documento de adesão à Frente Ampla, que pode ser obtido pela internet. A data de ida deve ser até antes de domingo, e a de volta, no máximo até quarta-feira (27).
Além disso, o partido vai disponibilizar um espaço em Montevidéu, no Velódromo municipal, para aqueles que chegarem da Argentina, Também haverá ônibus disponíveis para levá-los, com desconto.
A legislação uruguaia permite essa operação --já que os eleitores precisam pagar por parte da viagem e que o restante é pago pelo partido, e não pelo governo.