10 de julho de 2026
Geral

A um mês do Natal, tem início a tradicional contagem regressiva

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 2 min

Nesta segunda-feira, faltará exatamente um mês para a chegada do Natal. Neste período, a maioria das pessoas entra em uma espécie de contagem regressiva, que traz uma carga complexa de sentimentos como ansiedade pelas festas e reencontros, preocupação para que toda a programação saia como esperado e reflexão sobre erros, acertos, perdas e ganhos que o ano trouxe.

E toda esta alteração de rotina e de estado mental pode, muitas vezes, gerar frustrações pelas metas não alcançadas; tristeza pela ausência de familiares que estão distantes, doentes ou que já morreram; nostalgia pelos momentos vividos no passado; e angústia ou esgotamento diante de tantos afazeres.

A idealização de conceitos como união familiar, companheirismo no ambiente de trabalho e sucesso profissional também trazem um componente negativo, que tem potencial para estragar o verdadeiro objetivo desta época. Por este motivo, o JC ouviu especialistas, que dão recomendações para que as pessoas possam garantir momentos de diversão em dezembro e fazer reflexões que as ajudem a viver um 2020 melhor.

Docente do Departamento de Psicologia da Faculdade de Ciências da Unesp de Bauru, a doutora em psicologia clínica Sandra Leal Calais explica que as festas natalinas têm significados diferentes para cada pessoa, dependendo do repertório e histórico de vida. "Para uma parcela da população, esta é uma época de alegria, reunião de família, bons sentimentos e lembranças. Mas, para outra, pode ser de tristeza profunda, a ponto de desejar que estes momentos não existissem", pondera.

PERSPECTIVAS

Ela cita ainda que, como o Natal enseja a reunião de família, a preexistência de atritos entre parentes também pode tornar a data menos prazerosa do que deveria para algumas pessoas. Depositar demasiada expectativa sobre como será a ceia, que presentes cada um vai dar e sobre a própria felicidade atribuída às festas pode abrir caminho para a frustração, quando a experiência se desenrola de maneira diferente da imaginada.

"É preciso ter em mente que somos todos seres humanos e que este ideal de Natal perfeito ou família perfeita não existe. Todas têm problema. As pessoas que conseguem fazer uma avaliação de vida melhor, entendendo que aspectos negativos fazem parte da condição humana, têm mais condições de lidar com mais tranquilidade com estes conflitos", pontua.

Entre os extremos de euforia e melancolia que marcam este período, a recomendação é buscar encontrar o equilíbrio já a partir deste momento que antecede as festas. Aprender a entender que não é possível ter controle sobre tudo, que é preciso julgar menos o outro e que é necessário olhar para suas falhas e limitações com mais generosidade são algumas dicas dos especialistas.

"A pessoa deve focar no momento presente e não naquilo que foi ou deixou de ser. E tentar focar no lado bom das coisas, fazer um esforço, sem alienação, mas sim com ponderação, para buscar a felicidade", completa a psicóloga.