09 de julho de 2026
Saúde

Faz tão mal quanto o convencional


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AAssociação Americana do Coração divulgou dois estudos científicos indicando que os cigarros eletrônicos podem ser tão nocivos para a saúde cardíaca quanto os convencionais.

Os trabalhos, resultantes de acompanhamento de usuários do produto eletrônico e comparação com fumantes de tabaco queimado, concluíram que os indicadores de saúde do coração foram igualmente deteriorados nos dois casos. Em algumas ocasiões, o cigarro convencional se mostrou até menos prejudicial.

A pesquisa não avaliou o impacto na saúde pulmonar dos usuários ou mesmo os possíveis efeitos cancerígenos, que vêm sendo abordados em outros trabalhos.

Um dos estudos sobre os efeitos cardíacos,apresentados no encontro científico anual da associação, na Filadélfia, concluiu que o nível de colesterol nocivo (LDL) se mostrou alto em fumantes de cigarro eletrônico.

O trabalho, liderado pela Universidade de Boston, monitorou a saúde de 476 voluntários divididos em três grupos (45 fumantes de cigarros eletrônicos, 285 fumantes de tabaco normal e 52 consumidores de ambos os produtos). Uma das conclusões que já podem ser tiradas do acompanhamento é que os fumantes que misturam os dois tipos de cigarro não estão sendo beneficiados, e seu nível de colesterol bom (HDL) também continua baixo.

Outro estudo analisou o fluxo sanguíneo de 19 voluntários logo após eles terem consumido cigarros eletrônicos ou convencionais. Submetidos também a um exercício moderado de força do punho, os indivíduos que tinham fumado cigarro eletrônico tiveram um desempenho de circulação pior do que aqueles que tinham usado o tabaco comum.

"Os resultados indicam que o uso de cigarros eletrônicos é associado à disfunção coronária vascular (problema de circulação do sangue que sai do coração) persistente mesmo em repouso, na ausência de estresse fisiológico", afirmou Florian Rader, médico do Cedars-Sinai Medical Center, que coordenou o estudo em Los Angeles. "Cigarros eletrônicos podem provocar tanto dano quanto o cigarro convencional e potencialmente até mais, especialmente para pacientes com risco de doenças vasculares."