10 de julho de 2026
Geral

Samu atende pelo menos um acidente doméstico por dia

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 2 min

Todos os dias, o Samu atende pelo menos um caso de acidente doméstico em Bauru. Com maior ou menor gravidade, são ocorrências registradas em um instante de distração ou descuido e que, de tão inesperadas, chocam vítimas sobreviventes, familiares e amigos.

O País também ficou perplexo na última sexta-feira, quando um acidente doméstico tirou a vida do apresentador de TV Gugu Liberato, aos 60 anos. Segundo especialistas, pessoas de mais idade estão entre as vítimas mais frequentes de acidentes domésticos e os idosos são os que tendem a apresentar lesões mais graves e maior período de internação, devido à fragilidade própria de seu organismo.

Outro perfil crítico são as crianças, especialmente no período de férias, quando os acidentes domésticos tendem a dobrar por conta do maior tempo passado dentro de casa. E, para elas, o ambiente mais perigoso é a cozinha, onde estão objetos cortantes, como facas e objetos de vidro que podem quebrar, além do fogão.

É o que apontam as estatísticas: cortes e queimaduras (por fogo ou líquidos ferventes) são as principais causas de acidente doméstico com os pequenos. Outro lugar perigoso é o quintal, especialmente para as crianças nos anos iniciais, por conta da presença de animais peçonhentos e, eventualmente, de piscina.

Já entre os adultos, os tipos de acidente mais frequentes são queda de altura, quando a vítima é do sexo masculino, e de queimadura pelo manuseio de alimentos no fogão ou intoxicação com produtos de limpeza, quando é do sexo feminino.

"Ainda entre os idosos, outro tipo de acidente comum é a queda da própria altura", detalha o diretor do Departamento de Urgência e Unidades de Pronto Atendimento (Duupa) de Bauru, Rafael Arruda. Ele explica que, nestes casos, como a estrutura óssea de pessoas com mais idade já tem algum grau de fragilidade, a lesão e o tempo de recuperação tendem a ser mais críticos.

"Além disso, algumas fraturas podem levar à ruptura de órgãos importantes, como pulmão, fígado e baço. E, como eles têm uma saúde mais debilitada, a internação pode resultar em infecções hospitalares", acrescenta.

ORIENTAÇÃO

Em todos os casos, a recomendação é para que familiares busquem conscientizar seus entes. Com as crianças, os pais devem alertar sobre os riscos utilizando uma linguagem simples, compatível com a faixa etária dos filhos.

"Já o desafio em relação aos idosos é convencê-los de que eles já podem apresentar limitações de reflexo, mobilidade e capacidade visual e de audição. Muitos ainda se sentem com 30, 40 anos e continuam insistindo em subir em uma escada, cadeira, no telhado. Os filhos devem orientá-los a pedir ajuda. Não é preciso fazer tudo sozinho", completa Rafael Arruda.