Os políticos dão efetivas mostras do desinteresse em atuar a favor da recondução do País à normalidade econômica, protagonizando trocas de insultos, não raro em ensandecidos discursos, atacando alguém por palavreados impróprios ao ambiente parlamentar, filmados e lançados no jornalismo de principais emissoras de televisão. Como sempre, justificam o ultraje com a surrada desculpa de estarem dominados por forte comoção na defesa da nação e do povo brasileiro, porém, não escondem a troca dos interesses do Estado e da sociedade pelos interesses individuais e próprios. É inaceitável, por exemplo, a falta de vontade dos políticos para mitigar a taxa de desemprego no País, mas há vontade para discutirem a próxima eleição de 2022. Também não escapa de censura a apatia do prefeito municipal no comando do município, indiferente ao crescimento e progresso da cidade, contudo, cioso que administra uma cidade vocacionada ao desenvolvimento. A implantação de determinados serviços e obras públicas longe está de acompanhar do ritmo de crescimento da cidade nas mãos da iniciativa privada, construindo edifícios e condomínios de primeira grandeza, o comércio de supermercado crescendo de modo a evidenciar a desnecessidade de tantas unidades para atender a demanda consumista, e o Bauru Basket/2019, depois de erguer a taça do campeonato brasileiro há 3 anos, transformou-se numa equipe ofuscada em quadra com a dispensa dos mais talentosos atletas. Muitos deles defendem, no momento, equipes diferentes do mesmo campeonato brasileiro. E assim, a conversa dos sábados de manhã, da qual, além de mim, participam Ino Alvares, Antonio Carlos Duarte, Luiz Carlos Primo Balalai e Luiz Augusto Oliveira Castro - como mencionado na última quinta -, segue agregada a outros assuntos, respeitando o horário do "até a semana que vem". Mas a crítica aos homens que traçam o destino do País e demais assuntos lembrados na hora, não deixa escapar do Duarte a alfinetada de que este escriba deveria descrever na página de histórias do pescador mais sobre os peixes do que os fatos relacionados ao seu entorno, embora tenha observado que narrei sobre pescaria desde a pesca de lambari do rio Batalha até peixes enormes sacados dos rios Araguaia e Paraguai.
Mas o texto de hoje põe a pescaria de lado, mencionando-a somente nos seus preparativos, a fim de abrir passagem para que as letras descrevam um episódio pré pescaria por ser hilário e, acredito, não ter antecedentes, conquanto em toda pescaria aflorem fatos novos e curiosos.
Pedro Gonçalves Cardoso, eu, juntos a outros dois companheiros de pesca, acertamos uma pescaria no rio Paraguai motivados sobre notícia da fartura de peixes em suas águas, povoadas de cardumes de pintado. Estavam comendo minhocuçu, uma iguaria peculiar do cardápio deles, criados em alguns lugares da região metropolitana de Belo Horizonte que os vendiam como um ramo de negócio. Mas esta é uma história pra continuar na próxima semana. Até lá!