09 de julho de 2026
Geral

Aedes: Bauru e nove cidades da região têm índice de alerta


| Tempo de leitura: 2 min

Balanço inédito realizado pela Secretaria de Estado da Saúde, por meio do Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (Liraa), aponta que, em cada residência da região de Bauru, existe uma média de, ao menos, 2,5 focos do mosquito transmissor de dengue, zika e chikungunya.

O índice de criadouros coloca dez cidades da região no patamar de alerta: Bauru, Agudos, Bariri, Bofete, Cabrália Paulista, Dois Córregos, Itaju, Lins, Promissão e São Manuel.

A classificação de um local como satisfatório, alerta ou risco é calculada com base no Índice de Infestação Predial. Esse indicador entomológico é medido pelo número de recipientes com presença de larvas de Aedes aegypti em 100 imóveis pesquisados, sendo considerados satisfatórios aqueles com até 1; alerta, de 1 a 3,9; e risco, acima de 3,9.

O resultado do Liraa, realizado pela Sucen entre os meses de julho e setembro, indica que, dos 614 municípios que participaram do balanço, 489 apresentam situação satisfatória, 128 estão em alerta e somente sete cidades (nenhuma na região de Bauru) estão em situação de risco.

TIPOS DE RECIPIENTES

A pesquisa ainda os tipos de recipientes em: depósitos elevados (sótãos); depósitos não elevados (porões); móveis (vasos de plantas, garrafa pet, potes plásticos); fixos (calhas, lajes, piscinas); pneus; passíveis de remoção (toldos, entulhos, sucatas); e os naturais (plantas, ocos de árvore e bambu).

A maior prevalência de larvas é em recipientes móveis, chegando a 1,4 criadouros por casa vistoriada. Os depósitos elevados e não elevados, bem como os recipientes naturais e pneus apresentaram índices pequenos, mas também é preciso manter atenção a esses locais, impedindo o acúmulo de água.

"Manter o meio ambiente limpo e preservado contribui para a saúde coletiva. Como 80% dos criadouros do Aedes aegypti estão nas residências, pedimos a colaboração de toda a população", diz o secretário de Estado da Saúde, José Henrique Germann.

Conforme diretriz do SUS, o trabalho de campo para enfrentamento ao Aedes é responsabilidade dos municípios. O governo do Estado dá suporte no diagnóstico e em ações de treinamento e monitoramento, com apoio da Sucen.

PIOR EPIDEMIA

Em 2019, até 11 de novembro, foram notificados 390.654 casos de dengue no Estado, com 256 óbitos.

Em Bauru, inclusive, o ano foi marcado pela pior epidemia de toda a história. Foram 39 óbitos e mais de 26 mil pessoas doentes. Inclusive, a cidade, juntamente com outras nove do Estado, correspondem a 43,2% dos casos da doença de SP inteiro.