10 de julho de 2026
Geral

Defesa Civil cogita vistoriar marquises

Tisa Moraes Thiago Navarro
| Tempo de leitura: 2 min

A Defesa Civil de Bauru está analisando a possibilidade de realizar uma série de vistorias para verificar as condições de marquises de edificações do município. As tratativas no sentido de viabilizar este trabalho tiveram início após o vereador José Roberto Segalla (DEM) demonstrar preocupação quanto ao risco de colapso da marquise da antiga Estação Ferroviária, que fica em frente à Praça Machado de Mello, no Centro da cidade.

Há cerca de dois meses, a estrutura foi atingida por um caminhão e, segundo a Secretaria Municipal de Obras, por falta de recursos, a recuperação só pôde ser concluída agora. No ano passado, um acidente da mesma natureza já tinha danificado o dispositivo.

Porém, de acordo com o titular da Obras, Sidnei Rodrigues, engenheiros da pasta garantiram não haver qualquer risco de desabamento. "Chegou a entortar a armadura da marquise e placas de reboco foram arrancadas. Foram duas semanas de trabalho e toda a estrutura foi recuperada. Não há risco para os pedestres", reforça.

A preocupação em relação ao estado das marquises aumentou entre as autoridades após uma estrutura como esta desabar de uma galeria de lojas em Penápolis (152 quilômetros de Bauru) e matar uma jovem de 19 anos em 23 de novembro. Coordenador da Defesa Civil de Bauru, o coronel Rogério Gago revela que o órgão não registrou nenhum pedido de vistoria em marquise desde o início de 2017.

Porém, como medida preventiva, a realização de vistorias está sendo cogitada. "Não é praxe da Defesa Civil, mas, diante da preocupação relacionada ao tema, estamos analisando esta possibilidade", frisa.

ENTRAVE

A principal dificuldade, ele destaca, é que a armadura das marquises fica na parte superior, que terá, obrigatoriamente, de ser acessada pelos técnicos, o que pode tornar o trabalho demorado. "Qualquer problema aparece primeiramente na parte de cima, como corrosão da armadura e trincas. Então, para que a análise de um estrutura deste tipo seja possível, é necessário ter recursos para subir até a marquise" detalha.

O Coronel Gago lembra, ainda, que a responsabilidade da manutenção de marquises em prédios particulares é do proprietário, que pode, inclusive, responder na Justiça, civil e criminalmente, diante de eventuais acidentes com vítimas. Entre os cuidados que precisam ser tomados, ele cita a limpeza periódica dos sistemas de escoamento de água da chuva para que não haja acúmulo com sobrecarga nas marquises.

"Outra recomendação, pelo mesmo motivo, é não colocar equipamentos sobre as marquises, como aparelhos de ar condicionado", acrescenta. Denúncias sobre condições precárias destas estruturas devem ser feitas à Defesa Civil pelo telefone (14) 3235-1169.